Sabesp deverá ser multada por vazamentos em vias de Taubaté

Projeto prevê multa de mais de R$ 1.500 por hora de vazamento

Escrito por: Do Meon3 min de leitura
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Projeto prevê multa de mais de R$ 1.500 por hora de vazamento

Flavio Pereira/Meon

A Câmara de Taubaté aprovou na última terça-feira (5) um projeto que institui multa à Sabesp por vazamentos de água em vias públicas. De acordo com a proposta, a cada hora de vazamento, a concessionária deverá pagar R$ 1.535,60.

O autor do projeto, Alexandre Villela (PMDB), defendeu a cobrança após apresentar dados divulgados pela imprensa, que mostram que Taubaté está entre as cidades do país que mais desperdiçam água. “Com essa lei, saímos na vanguarda para evitar o desperdício por parte da concessionária, principal responsável por ele”, disse.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB), é papel do Legislativo fazer leis que coíbam abusos das concessionárias que prestam serviços à cidade. O parlamentar lembrou a contrapartida de R$ 60 milhões, mais 4% do faturamento mensal, oferecida pela Sabesp na renovação do contrato com a prefeitura, cobrando o repasse.

“Temos ferramentas para romper o contrato, se necessário”, disse Digão, que contestou os altos valores que têm sido cobrados nas contas dos usuários do sistema, além de obras para contenção de enchentes.

O vereador Joffre Neto (PSB) afirmou que a Sabesp conseguiu construir um mito de que é insubstituível e fez questionamentos para desfazer essa imagem. “Se ela diz que tem técnica única, como perde 30% do que produz? Por que durante décadas ela enganou cidadãos dizendo que tratava esgoto e não tratava? Em relação à tarifa, outros sistemas de distribuição em outros municípios praticam tarifas menores que a Sabesp. Queremos que a Sabesp compita em igualdade de condições com outras empresas que possam assumir a concessão”, disse.

O parlamentar José de Angelis “Bilili” (PSDB), defendeu a cobrança da multa, citando que há demora da Sabesp para resolver vazamentos em vias públicas, assim como a concessionária “leva um mês, dois meses” para consertar buracos que faz aos realizar obras nas ruas.

Já Nunes Coelho (PRB) fez crítica à forma como a Sabesp cobra os moradores por faixas de consumo e ao aumento nos valores. “A justificativa da empresa é que teve perda de receita e agora tem que aumentar a conta para compensar. Não podemos aceitar empresas que vêm como trator em cima do povo”, comentou.

Para a vereadora Vera Saba (PT), o projeto visa erradicar o desperdício comprovado pela Sabesp. “Temos prioridade de discutir a questão hídrica. Temos pautado o desejo de que o abastecimento seja realizado com responsabilidade de compromisso. A Sabesp tem capacidade técnica e equipe para evitar desperdício”, disse.

Procurada pela reportagem, a Sabesp informou em nota que não irá comentar o assunto. O projeto segue para sanção do prefeito.

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