Santa Casa cobra que Prefeitura de Ubatuba faça repasse mensal em dia
O atraso do repasse de verba da Prefeitura de Ubatuba para a Santa Casa da Misericórdia provocou atrasos de pagamentos em geral e principalmente o descontentamento dos médicos, que ameaçaram paralisação de atendimentos ambulatoriais, fazendo apenas os atendimentos urgentes e emergenciais.


Atraso de repasse prejudica Santa Casa de Ubatuba
Divulgação/Santa Casa
O atraso do repasse de verba da Prefeitura de Ubatuba para a Santa Casa da Misericórdia provocou falta de pagamentos em geral e principalmente o descontentamento dos médicos, que ameaçaram paralisação de atendimentos ambulatoriais, fazendo apenas os atendimentos urgentes e emergenciais.
Segundo Silvio Bonfiglioli, provedor da instituição, são realizados dois repasses mensais para o hospital, um proveniente da União e outro da administração pública municipal.
“O dinheiro da prefeitura de R$ 1,3 milhão mensais deve chegar no hospital até o 5º dia útil de cada mês”, explicou o provedor, que acrescentou que devido ao atraso, as contas não pagas terão multas provenientes.
Contradição
O provedor da Santa Casa, Bonfiglioli apontou descontentamento com o poder público municipal. “Chamo a atenção para os valores de repasse para a Santa Casa que a prefeitura tem publicado, que não condizem à realidade. Tem sido publicado que foi feito um repasse de R$ 30 milhões para a instituição, quando na verdade serão cerca de R$ 15 milhões, isso se contarmos até o final do ano de 2014”, afirmou.
O provedor declarou que a instituição tem atuado com situações que não cabem a Santa Casa e segundo ele são de responsabilidade da prefeitura.
Ele pontuou que o hospital tem feito cerca de 500 atendimentos ao dia, onde menos de 200 destes são emergenciais e urgenciais. Cerca de 300 dos atendimentos são ambulatoriais.
“Os atendimentos ambulatoriais devem ser absorvidos pelos postos e núcleos de saúde municipais, não é papel da Santa Casa”, argumentou. Ele acrescentou que também tem cuidado de pacientes de dieta interal, que, de acordo com Bonfliglioli, também não é responsabilidade da Santa Casa.
“É uma dieta especial, porém não é caso de doença, então não é responsabilidade do hospital e sim do Núcleo de Atendimento à Família (Nasf). Hoje temos quatro, dos 74 leitos ocupados por pessoas que precisam desta dieta”, declarou.
A dieta interal é destinada geralmente para pessoas com idade muito avançada e com incapacidade para se alimentar do modo convencional.
“Vamos entrar com liminar no Ministério Público, pois não é doença e temos atendido por uma questão de humanidade, assim como os moradores de rua que já chegaram a ficar aqui por meses. Não podemos dar alta se a assistência social não vier cuidar do destino deles. Já chegamos a levar um morador de rua a pé até a assistente social”, informou.
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