Santo Antônio do Pinhal aguarda verba do Estado para retomar obra da Praça Elevada
Construção depende de reavaliação do projeto e nova licitação


O prefeito de Santo Antônio do Pinhal, Clodomiro Correia Junior, comemora aumento da arrecadação durante sua gestão
Foto: Meon
A Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal pretende retomar a obra da Praça Elevada, no centro da cidade, no primeiro trimestre de 2020. A construção da praça, que deverá abrigar uma casa de cultura, está paralisada desde março deste ano.
O projeto foi um dos assuntos comentados pelo prefeito Clodomiro Correia Junior (PSD) durante visita ao Meon, nesta segunda-feira (9). O prefeito, que está em seu segundo mandato, falou também sobre o atual momento da cidade e como conseguiu aumentar a arredação do município sem onerar os contribuintes.
Sobra a Praça Elevada, Junior disse que a construção depende da liberação de verba do Estado e da abertura de uma nova licitação, mas seu objetivo é retomar a obra até março de 2020. Orçado em R$ 1,5 milhão, o projeto é financiado com recursos do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), órgão vinculado à Secretaria de Turismo do Estado.
De acordo com o prefeito, devido à demora no repasse dos recursos, a empresa que executava a construção rescindiu o contrato com a prefeitura, alegando não ter condições de continuar os trabalhos sem dinheiro.
“O convênio foi feito no final de 2017, a obra começou em maio de 2018 e a primeira parcela foi paga para a empresa só em março de 2019. Os recursos entraram em uma modalidade chamada de pós-pago, ou seja, o município faz o convênio, começa a obra e depois da primeira medição o Estado avalia, para só então fazer o pagamento. As empresas não dão conta de manter a dinâmica da obra”, explicou Junior.
Agora, a expectativa de Junior é que uma nova licitação seja aberta em fevereiro de 2020.
O Meon contatou a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo do Estado para comentar o problema apontado pelo prefeito, mas até as 17h30 desta terça-feira (10) a pasta não havia se manifestado.
Gestão
Junior disse ainda que, apesar da dificuldade para a realização de obras por questões contratuais e demora nos repasses de verbas pelo Estado, a administração tem conseguido executar muitos projetos, como a construção de uma ciclovia e os programas culturais.
No pacote de obras e benfeitorias, ganha destaque a ciclovia que começou a ser construída em 2018, ligando a entrada da cidade ao centro do município. Com custo estimado de R$ 800 mil, a faixa cicloviária terá aproximadamente 3 quilômetros de extensão (15% de obra já concluída).
Segundo ele, a demora se deve a uma mudança no material da obra, com economia de R$ 100 mil na licitação, que permitiu utilizar madeira plástica no projeto. “O que precisamos é a aprovação para utilização do saldo para a substituição do material. Estamos aguardando a análise do projeto, que foi apresentado ao Estado há cerca de três meses”, disse.
Para as celebrações do Natal e Réveillon, a prefeitura programou show ao vivo e queima de fogos. A cidade também ganhou uma decoração especial, com o ‘túnel das luzes’ — uma estrutura montada na avenida principal da cidade, iluminada com cerca de 25 mil lâmpadas.
O prefeito também destacou outros serviços realizados na cidade, confira abaixo:
Finanças
“Através de um monitoramento feito por drone vamos aumentar em, pelo menos, 50% da arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) devido a contribuintes que fizeram ampliação de seus imóveis e não informaram à Prefeitura. Conseguimos localizar também áreas que estão no perímetro e que não estavam no cadastro, passando de 2.900 imóveis para 4.000 imóveis. Não vamos aumentar o IPTU.”
Saúde
“A Saúde foi um setor que teve uma quantidade significativa de investimentos. Conseguimos bastante coisa, novas unidades de saúde nos bairros, gabinetes odontológicos, veículos, ambulâncias e ainda temos investimentos a serem feitos nessa área.”
Cultura
“Na área da cultura, o projeto Montanh’arte é o grande destaque. A gente tem 530 matrículas, com cerca de 400 pessoas que acabam fazendo mais de uma atividade. Esse projeto é de formação cultural e de socialização, onde qualquer pessoa pode fazer cursos, como de teatro, violão, orquestra, teclado, coral, fanfarra e percussão, entre outros.
Em 2015, inauguramos um auditório para 288 pessoas no centro da cidade. A partir da existência do auditório, muitos produtores culturais que captam recursos do Estado se apresentam no local.”
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