Servidora pública é presa em Santo Antônio do Pinhal após confessar desvio de verba

Funcionária desviou R$ 6 milhões para apostas online

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A servidora pública Ana Flávia dos Santos, de 31 anos, foi presa preventivamente suspeita de desviar cerca de R$ 6 milhões dos cofres da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. De acordo com a Polícia Civil, parte dos valores teria sido utilizada em apostas, inclusive em plataformas digitais, enquanto as investigações seguem para identificar possíveis cúmplices e rastrear o destino completo do dinheiro.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Luís Geraldo Ferreira, a suspeita teria pulverizado recursos públicos em diversas contas bancárias antes de direcionar os valores para contas pessoais. Durante depoimento, ela afirmou que teria utilizado grande parte do dinheiro em jogos de azar. Até o momento, aproximadamente R$ 800 mil foram recuperados pelas autoridades.

A apuração é conduzida pela Delegacia de Campos do Jordão e inclui análise de transações financeiras, sistemas utilizados pela administração pública e depoimentos de servidores. A investigação também busca esclarecer se outras pessoas participaram do esquema.

Prisão preventiva e indiciamento

A servidora foi indiciada por peculato — crime caracterizado pela apropriação de recursos públicos em razão do cargo — cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão. Após audiência de custódia, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a manutenção da prisão preventiva, que não tem prazo fixo e pode ser reavaliada periodicamente.

Processos administrativos e possível exoneração

Além da esfera criminal, a prefeitura instaurou processos administrativos e civis para apurar responsabilidades e buscar o ressarcimento dos valores desviados. A servidora é concursada e atuava na tesouraria municipal, com salário aproximado de R$ 2 mil.

Segundo o prefeito Anderson Parrão, o levantamento interno começou em junho de 2024 e identificou irregularidades mais expressivas no fim do ano passado. A administração afirma que acionou imediatamente órgãos de controle e segurança após a confirmação das suspeitas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o valor investigado corresponde a cerca de 10% do orçamento anual do município, o que pode impactar diretamente a prestação de serviços públicos essenciais. A gestão municipal informou que seguirá adotando medidas para recuperar os recursos e reforçar mecanismos de controle financeiro.