Metalúrgicos da GM em São José dos Campos aprovam estado de greve por aumento real de salário

Trabalhadores reivindicam reajuste pelo INPC mais ganho real de 3,5%; nova assembleia ocorre nesta segunda-feira (31)

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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Os metalúrgicos da General Motors (GM) em São José dos Campos aprovaram nesta segunda-feira (31) o estado de greve durante a Campanha Salarial 2026. A categoria cobra da montadora reajuste salarial pelo INPC mais 3,5% de aumento real.

A decisão foi tomada em assembleia com os trabalhadores do primeiro turno da fábrica. Uma nova votação está prevista para as 14h, com os funcionários do segundo turno.

O estado de greve não significa que a produção da GM tenha sido interrompida. A medida funciona como uma etapa de mobilização e aumenta a pressão sobre a empresa durante as negociações. Uma eventual paralisação dependerá dos próximos passos da campanha e de novas decisões dos trabalhadores.

Metalúrgicos pedem 3,5% de aumento real

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, já foram realizadas dez rodadas de negociação entre a entidade e a GM. De acordo com o sindicato, a montadora mantém uma proposta de apenas reposição da inflação medida pelo INPC, sem ganho real.

A reivindicação dos trabalhadores é de reposição integral da inflação mais 3,5% de aumento real em 2026. A mesma fórmula é defendida para 2027, caso seja firmado um acordo coletivo com duração de dois anos.

Além do reajuste salarial, a pauta inclui aumento do vale-alimentação, melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), estabilidade no emprego, efetivação de trabalhadores temporários, progressão salarial e manutenção das cláusulas sociais.

A categoria também reivindica redução da jornada sem redução salarial e mudanças nas condições de trabalho.

O que significa estado de greve?

O estado de greve é uma forma de mobilização que antecede uma possível paralisação. Portanto, a aprovação da medida não significa que os trabalhadores da GM já estejam em greve ou que a fábrica tenha parado.

Neste momento, a produção segue normalmente. Caso não haja avanço nas negociações, os trabalhadores poderão ser novamente convocados para decidir sobre uma eventual paralisação.

O histórico recente da unidade mostra que esse tipo de mobilização pode aumentar a pressão por novas rodadas de negociação. Em 2024, os funcionários da GM também aprovaram estado de greve durante a campanha salarial.

GM de São José dos Campos

A fábrica da General Motors em São José dos Campos é uma das principais unidades industriais da cidade e emprega cerca de 3.300 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos.

A planta produz atualmente a Chevrolet S10 e o Trailblazer. O resultado das negociações salariais, portanto, tem impacto direto sobre milhares de trabalhadores e suas famílias.

A expectativa agora é pela realização da assembleia do segundo turno e por uma nova manifestação da GM nas negociações.

Até o momento, a posição da montadora sobre as reivindicações apresentadas pelo sindicato não havia sido divulgada nas informações utilizadas para esta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.

O que pode acontecer agora?

A definição dos próximos passos dependerá do resultado das assembleias e da evolução das negociações entre a GM e os representantes dos trabalhadores.

Caso não haja acordo, a categoria poderá discutir novas mobilizações e, eventualmente, uma greve. Por enquanto, porém, não há greve decretada na GM de São José dos Campos.