Mobilidade do futuro: São José inicia nova Pesquisa Origem e Destino com foco nos próximos 10 anos
Secretaria de Mobilidade de São José inicia etapa piloto da Pesquisa Origem e Destino 2026

A Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana, dá início nesta terça-feira (16) a uma nova Pesquisa Origem e Destino (O/D). O estudo técnico, considerado o mais importante instrumento de planejamento viário de um município, vai ouvir cerca de 7 mil famílias joseenses para subsidiar as diretrizes e os investimentos em transporte, trânsito e infraestrutura na cidade para a próxima década.
A fase iniciada hoje corresponde à etapa piloto do projeto, que abrangerá 100 domicílios ao longo das próximas três semanas. O objetivo principal deste primeiro momento é testar a logística de campo, avaliar a metodologia aplicada, validar a clareza dos questionários e realizar ajustes técnicos antes da abertura da coleta definitiva de dados.
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Nesta largada inicial, os pesquisadores concentrarão as visitas em residências de cinco bairros da região sul e adjacências: Parque Industrial, Jardim América, Jardim Veneza, Conjunto 31 de Março e Chácaras Reunidas.
Para garantir a total segurança e transparência dos moradores durante as abordagens domiciliares, a Prefeitura disponibilizou uma ferramenta de checagem em seu site oficial. A população poderá consultar o nome, a foto e o documento de identificação de todos os entrevistadores autorizados que estão trabalhando nas ruas. Os profissionais atuarão devidamente uniformizados e com crachá visível. Em caso de dúvidas, o munícipe pode validar os dados dos agentes ou pedir informações diretamente pela Central 156.
A pesquisa definitiva e ampliada está agendada para começar no início do segundo semestre de 2026, cobrindo todas as regiões geográficas do município de forma simultânea. Ao todo, serão feitas visitas presenciais em aproximadamente 7.400 residências distribuídas estrategicamente por 73 zonas de tráfego, enquanto o distrito de São Francisco Xavier terá um monitoramento exclusivo com a abordagem de 135 domicílios divididos em 8 microzonas.
Além das entrevistas residenciais, o mapeamento urbano contará com um monitoramento robusto de engenharia de tráfego, que inclui a realização de contagens volumétricas classificadas em 35 postos e pesquisas de velocidade e atraso em 18 rotas principais, cobrindo 124 quilômetros de vias. O estudo também terá apoio tecnológico por meio do monitoramento dos acessos de entrada e saída do município utilizando inteligência de dados e câmeras do CSI (Centro de Segurança Integrada). Por fim, no transporte coletivo, serão feitas pesquisas de embarque, desembarque e integração em 100% das linhas de ônibus municipais, contando com fiscais a bordo e cruzamento com o sistema de bilhetagem eletrônica.
Com a consolidação desse banco de dados massivo, a administração municipal fará a atualização completa da matriz de deslocamentos da cidade para o ano-base de 2026. A base de dados anterior que guiava os projetos da cidade já computava 12 anos de defasagem, tendo sido criada em 2014.
Os resultados consolidados servirão como base científica para simular cenários futuros de crescimento urbano, projetar novos binários, viadutos e ciclovias, além de readequar as linhas do transporte coletivo para atender de forma eficiente às demandas da população.
Foto: Divulgação
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