Motoboys ocupam ruas de São José dos Campos em busca de melhores condições de trabalho

Motoboys percorreram ruas das regiões central, oeste e sul da cidade em mobilização por remuneração mais justa, segurança e regulamentação da categoria

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
Ponto de apoio moto sjc

Mais de 60 entregadores por aplicativo participaram de uma manifestação nesta sexta-feira (31), em São José dos Campos, para chamar atenção para as dificuldades enfrentadas diariamente por quem trabalha sobre duas rodas

Mais do que motos enfileiradas pelas ruas, o protesto desta sexta-feira (31) em São José dos Campos levou para as ruas uma realidade vivida diariamente por dezenas de trabalhadores: a de quem depende da motocicleta para garantir o próprio sustento.

Motoboys e entregadores por aplicativo se reuniram a partir das 14h na Praça São Dimas, na região central da cidade, em apoio a uma mobilização nacional da categoria. Por volta das 15h30, o grupo saiu em comboio e percorreu vias das regiões central, oeste e sul.

A manifestação foi pacífica e teve como principal objetivo chamar a atenção para a necessidade de melhores condições de trabalho, remuneração mais justa e regras que deem mais segurança aos profissionais que atuam com entregas por aplicativos.

Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores está a criação de uma remuneração mínima de R$ 10 por entrega, além do pagamento de R$ 2,50 por quilômetro adicional percorrido. A categoria também defende uma regulamentação nacional que estabeleça critérios mais claros para a atividade e reconheça as dificuldades enfrentadas no dia a dia.

Para quem trabalha nas ruas, cada entrega envolve muito mais do que simplesmente pegar um pedido e levá-lo ao destino. O profissional precisa lidar com trânsito intenso, longos deslocamentos, custos de combustível e manutenção da motocicleta e, principalmente, com os riscos próprios de passar horas circulando pela cidade.

É nesse cenário que os entregadores defendem que a remuneração precisa levar em consideração não apenas o serviço realizado, mas também os custos e as condições em que o trabalho é desenvolvido.

O movimento em São José dos Campos foi organizado em sintonia com uma mobilização nacional e, segundo os participantes, busca dar visibilidade às reivindicações de uma categoria que se tornou parte da rotina das cidades brasileiras.

Durante o trajeto, o comboio foi acompanhado pela Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e agentes de trânsito, responsáveis por auxiliar na organização da manifestação e na segurança dos participantes e dos demais usuários das vias.

Segundo os organizadores, o protesto havia sido comunicado previamente aos órgãos competentes e transcorreu sem registro de incidentes.

Enquanto as motos avançavam pelas ruas de São José dos Campos, a mensagem dos trabalhadores era direta: quem passa o dia inteiro na rua para fazer a cidade funcionar também quer ser ouvido quando fala sobre as condições em que trabalha.

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