Mulher é encontrada morta em São José dos Campos; suspeita é de feminicídio
Vítima de 41 anos foi localizada dentro de casa no bairro Vista Verde

Uma mulher de 41 anos foi encontrada morta na noite de segunda-feira (4) em uma residência na zona leste de São José dos Campos. A vítima foi identificada como Thalita de Arantes Lima. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e apura a possibilidade de feminicídio, enquanto aguarda os resultados dos laudos periciais.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender a um chamado de encontro de cadáver. No local, os agentes encontraram o imóvel trancado. A entrada precisou ser forçada para que o corpo fosse localizado. Thalita estava enrolada em um cobertor, com sinais de sangue ao redor.
Equipes do Instituto de Criminalística, peritos e investigadores participaram da ocorrência. O corpo, já em estado de decomposição, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico. A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada.
Desaparecimento registrado horas antes
Horas antes da localização do corpo, familiares haviam registrado um boletim de desaparecimento. Segundo o relato, Thalita não mantinha contato desde o dia 2 de maio, quando trocou as últimas mensagens por WhatsApp por volta das 15h30.
A irmã da vítima informou que, dias antes, Thalita havia dito que viajaria para um sítio em Paraibuna, acompanhada da família do namorado. Desde então, não foi mais vista. Tentativas de contato por telefone não tiveram sucesso.
O empregador da vítima também relatou estranhar a ausência no trabalho desde domingo (3), sem qualquer justificativa, o que reforçou a preocupação da família.
Contradições e casa revirada
O filho da vítima afirmou à polícia que conversou com o namorado de Thalita. Segundo o relato, ele teria dito que ela saiu com uma amiga no sábado (2) e não retornou.
Ainda conforme o boletim, o próprio namorado teria ido até a residência e encontrado o imóvel revirado, com um dos quartos trancado — informação que passou a integrar a linha de investigação.
Histórico de violência doméstica
Outro documento analisado pela polícia revela que Thalita já havia registrado, em maio de 2025, um boletim de ocorrência por violência doméstica. Na ocasião, ela solicitou medidas protetivas de urgência.
Segundo o registro, o homem com quem mantinha relacionamento apresentava comportamento ciumento. A vítima relatou episódios de agressão, invasão de domicílio, danos materiais e lesão corporal. Em um dos casos, ele teria puxado o freio de mão do carro em movimento, invadido a casa da vítima e a mantido trancada.
Investigação em andamento
Apesar da suspeita inicial de feminicídio, a Polícia Civil destaca que ainda não é possível confirmar essa hipótese. A conclusão depende da análise dos laudos periciais e de diligências complementares.
O caso segue sob investigação.
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