Com despoluição concluída em lago do Parque da Cidade, São José pode expandir o serviço na cidade

O lago do Parque foi o primeiro a receber a iniciativa

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Lago do Parque Interlagos pode ser um dos locais a receber o serviço

Reprodução/Claudio Vieria/PMSJCO

Com a conclusão da despoluição em 100% em um lago do Parque da Cidade, a Prefeitura de São José dos Campos pretende expandir o serviço para outros lagos e córregos do município.

Pioneiro em São José, o trabalho foi iniciado em abril do ano passado e concluído em oito semanas. O local estava com nível de médio para alto de matéria orgânica,  impedindo o ciclo natural do nitrogênio e, por tanto, deixando a fonte com mau cheiro e poluída para os seres vivos.

A tecnologia, aplicada pela empresa O2eco Tecnologia Ambiental, por meio da Lei da Inovação, bioestimula a multiplicação de bactérias que se alimentam dos resíduos orgânicos presentes nas águas permitindo haver o processo de regeneração natural, onde o meio ambiente elimina a poluição das fontes.

“Os resíduos orgânicos presentes no lago do Parque da Cidade podem ser oriundos dos animais silvestres, das capivaras e folhas que caem no local. Com pouca chuva e grande quantidade de material orgânico há pouca oxigenação na água, quebrando o ciclo do nitrogênio. Com a despoluição da água, a gente restabelece o ciclo do nitrogênio de forma natural”, explica Luis Fernando Magalhães, idealizador da O2eco em São José.

Em um ciclo normal, as bactérias se reproduzem em 8 mil vezes a cada 10h. Porém, quando existe alta quantidade de material orgânico elas não conseguem se multiplicar o suficiente e, por isso, os lagos, córregos ou rios são afetados com a interrupção do desenvolvimento de organismos essenciais para os seres vivos.

“Então, quando introduzimos a tecnologia na água que contém alta carga de oligoelementos [que são os nanominerais], conseguimos de forma exponencial fazer com que esses organismos se multipliquem em 8 milhões de vezes a cada 10 horas e, assim, aceleramos a despoluição do meio a ser tratado como já é feito na natureza”, complementa Luis Magalhaes.

Em São José dos Campos ainda não há uma previsão para o início da expansão do serviço para demais lagos e córregos, mas se o projeto fosse aplicado em outros lagos do Parque da Cidade, por exemplo, a Prefeitura teria que desembolsar R$ 17,5 mil por mês pelo período de um ano.

A administração não informou qual local do município pode receber o serviço novamente, porém lagos como o do Pousada do Vale, Parque Interlagos e Santa Júlia podem ser beneficiados, onde a Prefeitura já realiza a limpeza tradicional.

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