São Sebastião identifica vírus da raiva em morcego
Prefeitura orienta sobre ocorrências com esses animais

A Prefeitura de São Sebastião, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, informa que foi identificado vírus da raiva em um morcego encontrado no chão de uma residência, em Toque Toque Grande, na Costa Sul.
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A ocorrência foi atendida pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) que adotou o procedimento padrão e enviou o animal ao Instituto Pasteur, referência da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que deu a devolutiva positiva sobre a presença do vírus.
Diante disso, técnicos do CCZ vêm conduzindo uma investigação de foco na localidade, orientando os moradores e veranistas, em um raio de 500 metros da residência-foco, quanto a outras possíveis ocorrências de morcegos eventualmente encontrados caídos ao chão, pousados em locais à luz do dia, ou em outras situações inabituais ao comportamento normal desses animais de hábitos noturnos, bem como de eventual contato de pessoas e animais domésticos, especialmente cães e gatos, com morcegos nessas situações.
Além das orientações aos moradores, foi entregue material impresso sobre como proceder frente ao encontro desses animais em sua residência. Não se deve tocar o morcego, nem permitir que cães e gatos o façam, e entrar imediatamente em contato com o CCZ, por meio do telefone (12) 3861-2555, para que técnicos habilitados se dirijam ao local para o recolhimento do animal.
Morcegos, de qualquer espécie e hábito alimentar, são animais silvestres de grande valência ecológica no equilíbrio ambiental. A existência, cada vez maior, de habitações humanas próximas ou mesmo inseridas em áreas naturais acaba por aproximar pessoas e animais domésticos desses e de outros animais da fauna silvestre, havendo risco de veiculação não somente da raiva, mas de outras zoonoses, tais como a Leptospirose e Leishmaniose, entre outras.
Quaisquer animais mamíferos (não apenas os morcegos), sejam eles domésticos, como o cão e o gato, ou silvestres, como quatis, macacos, gambás, raposas e outros, ou mesmo o próprio ser humano são susceptíveis a desenvolver e veicular a raiva.
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