Segue indefinida greve que pode deixar 450 mil sem ônibus na RMVale
Prossegue a possibilidade de greve dos motoristas e cobradores de ônibus nos municípios de São José dos Campos, Taubaté, Jacareí e Caçapava. O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba pode iniciar paralisações a qualquer momento desde esta segunda-feira (20) mas “o sindicato está aguardando uma posição das empresas”, afirma o presidente da categoria, Elias Pereira da Silva.


Sindicato ameaça greve no transporte coletivo em quatro cidades da RMVale
Flávio Pereira/Meon
A Prossegue a possibilidade de greve dos motoristas e cobradores de ônibus nos municípios de São José dos Campos, Taubaté, Jacareí e Caçapava. O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba pode iniciar paralisações a qualquer momento desde esta segunda-feira (20) mas “o sindicato está aguardando uma posição das empresas”, afirma o presidente da categoria, Elias Pereira da Silva.
De acordo com o sindicato, caso as empresas não reabram as negociações, a categoria poderá deixar 450 mil pessoas das quatro cidades sem transporte coletivo por ônibus.
O aviso de greve foi protocolado junto ao Ministério do Trabalho na última quinta-feira (16). De acordo com a legislação vigente, os trabalhadores deveriam esperar 72 horas após o aviso para que a paralisação fosse considerada legal. Isto aconteceu a partir de zero hora da segunda (20).
Os condutores não aceitaram a decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª região, em Campinas, no último dia 8, que manteve o reajuste salarial de 5,28% proposto pelas empresas, contra os 8% propostos pelo sindicato. As negociações se arrastam há sete meses.
As empresas alegam que, sem reajuste da passagem, não é possível atender à reivindicação de aumento salarial do sindicato. Desde o ano passado, quando diversas manifestações populares obrigaram a fixação das tarifas em R$ 3 em São José, Jacareí e Caçapava e em R$ 2,70 em Taubaté, não houve novos reajustes. A última proposta feita pelas empresas, em 2013, pedia que o valor da passagens subisse 17,86%.
Do outro lado, sindicalistas afirmam que vão lutar pelo aumento. “Até agora, ninguém das empresas nos procurou. A qualquer momento podemos iniciar a greve, queremos um reajuste justo. Não acredito que não tenham dinheiro”, afirma Elias Pereira da Silva, presidente do Sindicato dos Condutores.
O Meon procurou a Avetep mas não teve um retorno da associação até o fechamento desta reportagem.
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