Segundo turno da Embraer entra em greve por tempo indeterminado

Após assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (5), cerca de 1.300 funcionários do segundo turno da Embraer decidiram entrar em greve e sequer ingressaram na fábrica para trabalhar. A paralisação acontece após a categoria rejeitar a proposta de reajuste de 7,4% oferecida pela empresa e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor.

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Após assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (5), cerca de 1.300 funcionários do segundo turno da Embraer decidiram entrar em greve e sequer ingressaram na fábrica para trabalhar.

A paralisação acontece após a categoria rejeitar a proposta de reajuste de 7,4% oferecida pela empresa e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor, durante a na última rodada de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Na manhã desta quinta-feira (6), às 5h30, uma nova assembleia vai decidir se os cerca de 7.000 funcionários do primeiro turno também vão aderir à greve. De acordo com o sindicato, a proposta concede apenas 1% de aumento real, abaixo dos 8% ou 9% que metalúrgicos de outras empresas da região já conseguiram.

“Com o lucro em alta e bilhões de reais em contratos com o governo federal, a Embraer tem todas as condições de oferecer um reajuste maior aos trabalhadores. Por isso, vamos manter a greve até que a empresa deixe de ser intransigente e atenda às reivindicações dos metalúrgicos”, afirma o vice-presidente do sindicato, Herbert Claros da Silva.

Os funcionários da Embraer reivindicam 10% de reajuste, que, segundo o sindicato, representa 3,43% de aumento real nos salários. Além do aumento, os trabalhadores também pedem o congelamento do convênio médico -que pode dobrar de preço- e estabilidade no emprego.

Esta é a segunda vez em duas semanas que os funcionários da Embraer cruzam os braços. No dia 22 de outubro, cerca de 10.000 trabalhadores paralisaram as atividades por 24 horas. No total, a empresa conta com cerca de 13.000 funcionários.

Outro lado 
Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a Embraer afirma que mantém “a firme determinação de preservar sua capacidade competitiva no cenário global” para justificar a proposta recusada pelo sindicato.

A nota ainda destaca desafios futuros, como o aumento da competitividade em seus mercados e a implementação de um “significativo plano de investimentos que visa assegurar sua sustentabilidade a médio e longo prazo”.

A empresa afirma também que a proposta de 7,4% de reajuste foi aceita na unidade de Botucatu e está em análise pelos sindicatos nas unidades de Gavião Peixoto, Sorocaba e Taubaté.

Publicado em: