Segurança da Copa vai contar com apoio aéreo do Cavex de Taubaté

Mais de 400 homens do Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté irão reforçar a segurança de nove das doze sedes da Copa do Mundo 2014. Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Cuiabá, Recife, Manaus e Brasília serão o destino de militares e das 32 aeronaves que serão utilizadas no período entre os dias 8 de junho e 15 de julho.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Os militares estarão presentes em nove das doze sedes da Copa do Mundo 2014

Flávio Pereira/Meon

Mais de 400 militares começam a deixar o Cavex (Comando de Aviação do Exército) de Taubaté nesta terça-feira (3) para reforçar a segurança em nove das doze cidades-sedes da Copa do Mundo 2014. Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Cuiabá, Recife, Manaus e Brasília são o destino dos soldados e oficiais e das 32 aeronaves que vão ser utilizadas na operação que acontece entre os dias 8 de junho e 15 de julho.

Na maior e mais complexa missão já realizada na história do Cavex, o objetivo é dar suporte às forças de defesa que vão garantir a segurança durante o evento. Monitoramento aéreo, escolta de comboios, transporte de autoridades e de tropas vão ser as principais atividades dos militares.

Na tarde desta segunda-feira (2), a visita do comandante militar da sudeste, general João Camilo Pires de Campos, marcou o início das operações. Durante o evento, foram apresentadas as tropas e aeronaves que serão empregadas na operação.

Se a entrega das obras de estádios e infraestrutura foi marcada pelos atrasos, em seu discurso, o general ressaltou que o cumprimento dos prazos de treinamento possibilitou que as tropas estivessem prontas em tempo hábil. Os militares iniciaram os treinamentos em maio de 2013.

“Não houve correria e não faltaram recursos. O ritmo dos trabalhos foi ordeiro. A partir de agora estamos vivendo a Copa do Mundo no Brasil”, afirma.

O coronel Bernardino Sant’ana Junior afirma que durante o treinamento algumas atividades foram especialmente desenvolvidas pelos militares. “Enfatizamos treinamentos que não fazemos com frequência, como o desembarque em velocidade e outras manobras aéreas que exigem bastante perícia”, diz.

No mínimo quatro aeronaves vão estar disponíveis em cada sede. Serão disponibilizados os modelos Esquilo, Cougar, Pantera e Jaguar. De tamanhos e capacidades distintas, cada um deles vai ser usado para diferentes missões.

“O deslocamento de uma tropa, por exemplo, exige um Cougar ou um Jaguar, que são modelos com capacidade de levar até 32 pessoas fora a tripulação. Já para missões que exigem uma agilidade maior, modelos como o Esquilo, menor e mais ágil, são os mais apropriados”, diz.

As proporções continentais do país também foram determinantes para direcionar os treinamentos. Por causa da distância entre as cidades-sede, garantir a manutenção e os suprimentos das aeronaves foi uma das principais partes do trabalho.

“As distâncias são grandes e as equipes precisam estar preparadas para chegar com rapidez em qualquer lugar, por isso a logística de suprimentos, abastecimento e inclusive a manutenção das aeronaves foi parte fundamental deste treinamento”, esclarece.

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