Servidores federais votam por greve a partir de quinta-feira (28)

Objetivo do movimento é a revisão do Projeto de Lei 33/2016

Escrito por: Elizânio Silva2 min de leitura
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Greve deve ter início na manhã de quinta-feira (28)

Fernanda Soares/SindCT

Os servidores do INPE, DCTA e Cemaden, reunidos na manhã desta segunda-feira (25), decidiram por unanimidade a realização de greve a partir da próxima quinta-feira (28). A opção pela greve se deve a demora do governo em resolver o problema no pagamento da GQ (Gratificação de Qualidade).

Segundo o sindicato, um erro de redação por parte do Ministério do Planejamento pode fazer com que todos os funcionários de carreira da Ciência e Tecnologia deixem de receber a íntegra da parcela referente da GQ nos vencimentos de agosto, a serem pagos em setembro.

Em conversa com o Ministério do Planejamento, foi informado aos dirigentes sindicais que pode ser emitida uma Nota Técnica autorizando as instituições a fazer o pagamento da gratificação, que representa 40% dos vencimentos dos servidores.

As formas de correção anteriormente propostas, como por exemplo a edição de um novo Projeto de Lei, deixaria os servidores sem o pagamento da gratificação até que o PL fosse aprovado pelo Congresso, o que pode demorar um mês ou um ano para ser votado.

Na quinta-feira (28), às 8h30, os servidores devem se reunir na portaria do INPE para dar início à greve.

Histórico
Na última segunda-feira (18), os servidores já haviam realizado um protesto com o objetivo de chamar atenção ao Projeto de Lei 33/2016, aprovado na Câmara e no Senado, que reajusta os salários dos técnicos federais em 5,5% em agosto de 2016. Cerca de 250 servidores participaram do ato.

Outro lado
No mesmo dia, por meio de nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) esclarece que não haverá redução nos salários das carreiras de ciência e tecnologia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O Projeto de Lei da Câmara nº 33/2016 prevê, na realidade, um reajuste salarial, mas não incluiu os cargos de técnico e auxiliar-técnico. A nota afirma ainda, que MCTIC já solicitou ao Ministério do Planejamento a correção para não prejudicar os interesses dos servidores.

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