Shakespeare lamenta episódio; oposição critica postura do vereador

Sessão teve discussão entre vereadores e microfones danificados

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20152606_camarasjc_ppp_cmsjc

Sessão teve discussão entre vereadores e microfones danificados

Divulgação/CMSJC

Após confusão e bate-boca na sessão desta quinta-feira (25), o presidente da Câmara de São José, o vereador Shakespeare Carvalho (PRB), lamentou o ocorrido e afirmou que o programa de PPPs (Parcerias Público-Privadas), apresentado pelo Executivo, possuía distorções no projeto. A base aliada ao prefeito, por meio do vereador Carlinhos Tiaca (PMDB), rebateu e classificou a situação como “interpretação”.

O projeto estava travando a pauta do Legislativo. A proposta que autorizava a PPP teve que ser votada por conta de um mandado de segurança expedido pelo juiz Silvio José Pinheiro dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São José, obrigando o presidente a colocá-la em votação. Durante a discussão, vereadores trocaram ‘farpas’ e, em alguns momentos, houve tumulto. Carvalho lamentou o caso e disse que a Câmara não deve ter espaço para violência.

“Tenho a lamentar profundamente o ocorrido na noite de quinta-feira durante a sessão ordinária em que foi votado o projeto 7/2015, que criaria o programa de PPPs (Parcerias Público-Privadas) em São José dos Campos”, disse.

O parlamentar afirma que é favorável à PPP, mas que no projeto do Executivo havia distorções. “Nosso grupo na Câmara Municipal nunca se recusou a debater o projeto, que certamente teria o apoio quase unânime desta Casa se as suas incorreções e distorções fossem corrigidas. Fique claro, portanto, meu apoio às PPPs e, ao mesmo tempo, minha discordância quanto à modelagem criada pelo Poder Executivo para a cidade de São José dos Campos”, acrescentou o presidente da Câmara.

Sobre vereadores impedirem a sua fala e a queda durante a sessão, Shakespeare destacou que o Legislativo deve ser espaço de debates em alto nível. “O momento é de pacificação de todas as correntes de opinião atuantes no Legislativo. A violência e a intolerância não devem ter espaço onde a praxe deve ser o debate em alto nível das grandes questões de interesse do povo desta cidade”, finaliza.

Já o vereador da base do prefeito Carlinhos, o vereador Carlinhos Tiaca (PMDB), afirmou que vivenciou o pior momento de sua carreira política e que o presidente simulou a queda. “Lamentavelmente esse foi o pior momento como vereador. Foi o pior dia. Ele [Shakespeare] mudou todo o processo e ainda simulou uma queda, uma verdadeira interpretação”.

“Estamos vivendo um período de autoritarismo. Nesta sexta, parei todas as minhas atividades para refletir se quero continuar ainda no Legislativo, pois é uma situação humilhante. Tudo isso que ele [Shakespeare] fez é provocação”, afirma Tiaca.

Na segunda-feira (29), os vereadores da situação devem se reunir para discutir o tema e verificar se vão tomar alguma decisão sobre a votação. Já pela manhã, os vereadores também se reúnem, na Câmara, para votarem o projeto do gatilho aos servidores municipais.

Ocorrência
Duas ocorrências foram registradas pelo vereador Macedo Bastos e pelo ‘Centrão’. A Polícia Civil vai investigar o caso sobre as possíveis acusações de agressão. O Meon tentou contato com o vereador Macedo Bastos, mas ele não retornou às ligações. De acordo com sua assessoria, ele está viajando.

Publicado em: