Shakespeare: ‘Seis mil projetos foram apresentados e não foram praticados’

Presidente da Câmara de São José fala sobre o trabalho no Legislativo

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Presidente da Câmara de São José fala sobre o trabalho no Legislativo

Rodrigo Ribeiro/Meon

O vereador Shakespeare Carvalho (PRB) foi eleito com 7.856 votos para o seu primeiro mandato em São José dos Campos nas eleições de 2012. Aos 33 anos, é o parlamentar mais jovem do atual quadro legislativo. No fim do ano passado, foi eleito para a presidência da Câmara até dezembro de 2016.

Shakespeare é casado com Flávia Carvalho, formado em Direito e pastor da Igreja Assembleia de Deus. Antes do mandato, o vereador adquiriu experiência política nos últimos 10 anos como assessor parlamentar de deputados estaduais e federais.

No ‘Fala aí!’ de hoje, você vai conhecer um pouco mais do trabalho realizado pelo vereador na Câmara e quais as principais dificuldades do cargo de presidente do Legislativo joseense.

Qual sua avaliação sobre esses seis meses na presidência?
O ritmo é acelerado, frenético. Os vereadores tomaram uma postura de exercer de fato a missão de fiscalizar, cobrar e sugerir, e isso tem sido muito bom. Há o conflito, os debates, que, inclusive, às vezes se acaloram, mas é bom para a democracia.

O que muda na sua atuação de vereador estando como presidente? O contato com a população é menor se comparado com os outros vereadores?
Estou acostumado a ficar mais próximo da população, e como presidente isso muda bastante. Na presidência, você não tem que ser só político, tem que fazer a parte administrativa também, cuidar dos objetivos da Câmara, “enxugar” o que tiver que enxugar. Com isso, tive que adequar minha agenda para este cenário e tenho tido o contato com a população mais nos fins de semana. Tem que se sacrificar um pouco.

E nos trabalhos na Câmara, sua participação em criação de projetos, por exemplo, diminuiu?
Sempre fui muito crítico dessa cobrança sobre criação de projetos. Há uma percepção de que vereador tem que criar projetos. É isso que está entupindo as pautas do Legislativo. Os legisladores se sentem na obrigação de todos os dias apresentarem projetos, o que acaba gerando uma quantidade e não qualidade. Na história da Câmara de São José, cerca de seis mil projetos foram apresentados e não foram praticados. Eu tenho alguns projetos que foram apresentados, mas não procuro a quantidade. Acho que o importante são as discussões que acontecem na Câmara sobre assuntos que interferem de fato na cidade e na vida da população. Ficar assinando papel com projetos é fácil, difícil é você fazer um acompanhamento do que tem acontecido na cidade e propor em cima do que a cidade está precisando.

E qual a situação do projeto do WTC (World Trade Center)?
Não existe ainda esse projeto, a prefeitura não enviou. O que existe é uma possibilidade de vir a alteração da Lei de Zoneamento. Acontecendo essa mudança na Lei de Zoneamento, acredito que vá envolver aquela área do WTC. No entanto, ainda não temos uma data para discutir a Lei de Zoneamento.

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