Sindicato ameaça paralisar as atividades nas creches de Jacareí

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí ameaça convocar greve e paralisar as atividades nas creches municipais. Segundo a direção do sindicato, os educadores infantis, contratados como ADI (Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), estariam com os salários defasados e cuidam, ao mesmo tempo, de 10 crianças de 0 a 3 anos -o dobro do recomendado.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Sindicato dos Trabalhadores de Jacareí aponta excesso de crianças nas creches

Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí ameaça convocar greve e paralisar as atividades nas creches municipais. Segundo a direção do sindicato, os educadores infantis, contratados como ADI (Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), estariam com os salários defasados e cuidam, ao mesmo tempo, de 10 crianças de 0 a 3 anos -o dobro do recomendado.

Para Noemi Nascimento, diretora do sindicato, os 71 educadores estão com excesso de trabalho. “A prefeitura está construindo mais creches, mas está esquecendo do principal, que é contratar mais profissionais. Estamos pedindo que a prefeitura solucione esse descaso, já que temos um concurso válido de 2012 e ainda não chamaram outros auxiliares”, afirma.

Noemi conta que os trabalhos são prejudicados e que as crianças correm riscos. “Já estamos alertando a todos os pais das crianças da real problemática, pois é um risco manter diversas crianças com um profissional”, destaca.

Segundo ela, o salário dos educadores estaria defasado e a categoria não teria o reconhecimento da profissão. “Os trabalhadores possuem carga horária de oito horas e o salário está em R$ 850, sendo os rendimentos defasados. Além disso, estamos com uma obrigação na parte pedagógica e que não é reconhecida”.

Outro lado
A Prefeitura de Jacareí negou excesso de crianças nas creches ou qualquer outra irregularidade e informa que “nenhuma unidade da rede municipal de Educação está fora da legislação com relação ao número de profissionais necessários para atender aos alunos com qualidade e segurança”, diz nota. A administração não falou sobre as acusações de salários defasados.

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