Sindicato de São José promove novo protesto contra a venda da Embraer

Entidade busca apoio da prefeitura sobre suposto acordo entre as empresas

Escrito por: Leonardo Gonzaga3 min de leitura
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Entidade sindical quer posicionamento da administração pública

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Após pressão do MPT (Ministério Público do Trabalho) para que a Embraer preserve os empregos no Brasil, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos vai realizar um protesto nesta terça-feira (15), às 16h, em frente ao Paço Municipal. A ideia é cobrar um posicionamento da administração pública com relação a venda da empresa de aviação joseense para a norte-americana, Boeing.

Com a campanha “A Embraer é nossa. Não à venda da Embraer para a Boeing”, o sindicato afirma que é contra a transação, pois declara que o acordo ameaça milhares de empregos e o futuro da companhia no Brasil. Além da associação joseense, vão estar presentes metalúrgicos de Botucatu e Araraquara, já que as discussões envolveriam também todas as empresas do Grupo Embraer, conforme o Meon anunciou em janeiro.

Para a entidade sindical, a possível compra da Embraer pela Boeing pode reduzir a empresa de São José a uma mera fabricante de componentes aeronáuticos. Com isso, a empresa perderia a importância, já que é uma potência da indústria aeronáutica no Brasil e está entre as principais em todo o mundo, trazendo impactos negativos como desemprego, arrecadação de impostos e atividade industrial.

“É urgente que a Prefeitura de São José dos Campos e o Governo do Estado rompam o silêncio e cobrem o governo de Michel Temer a usar seu o poder de veto para impedir a venda da Embraer. A empresa tem papel fundamental na economia do país e o poder público não pode simplesmente ficar calado diante da possibilidade da Embraer deixar o Brasil”, explica Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Ação do MP 

O Ministério Público do Trabalho recomendou à Embraer e à norte-americana Boeing que incluam “salvaguardas trabalhistas” no acordo comercial que vem sendo negociado entre as empresas. O pedido do órgão tem como objetivo impedir que, em um eventual acordo, a Boeing decida pela transferência das atividades produtivas ao exterior e prejudique o nível de emprego no Brasil.

Na notificação recomendatória, o MPT afirma que os fatos apurados, em conjunto com os “elementos de convicção’ dos procuradores, apontam para uma possível redução dos postos de trabalho na Embraer ou mesmo “o encerramento de suas unidades produtivas no Brasil, com a transferência de tecnologia e profissionais altamente qualificados para fora do País”.

O MPT informa que começou a atuar preventivamente no mês passado, com as notícias da imprensa veiculando a venda da unidade de aviação comercial da fabricante brasileira.

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