Sindicato dos Metalúrgicos cobra investimentos da GM em São José
Planta de S. José ficará de fora de investimento anunciado pela empresa


Sindicato dos Metalúrgicos cobra investimentos da GM em São José
Flavio Pereira/Meon
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou, nesta quarta-feira (29), que vai pedir esclarecimentos à General Motors a respeito de seus investimentos de R$ 13 bilhões no Brasil para os próximos quatro anos. Nesta terça-feira (28), a empresa anunciou que a planta de São José vai ficar fora do plano da montadora para a produção de uma nova linha de veículos no país.
No anúncio, a GM informou que pretende investir nos próximos anos R$ 6,5 bilhões para desenvolver uma linha com seis modelos de veículos Chevrolet. De acordo com a montadora, os modelos vão ser produzidos em apenas duas fábricas: em Gravataí (RS), e em São Caetano (SP).
Em nota, o sindicato de São José informou que “as declarações à imprensa realizadas pelo presidente da GM América do Sul, Jaime Ardila, no último dia 28, causaram estranheza ao Sindicato e trabalhadores, já que contrariam os acordos assinados em 2013 para vinda de novos investimentos ao complexo da montadora em São José dos Campos”, diz a nota.
“Ressalte-se, porém, que até o momento o Sindicato não foi oficialmente comunicado sobre essa decisão. As informações só chegaram à entidade por meio dos veículos de comunicação”, diz a nota assinada pelo presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.
Segundo a entidade, acordos assinados em 2013 entre a empresa e sindicato, previam um total de R$ 3 bilhões de investimentos na planta local e foram resultado de longas negociações. O maior aporte viria do acordo assinado em 13 de julho de 2013, em que a montadora se comprometia a investir R$ 2,5 bilhões num novo projeto até 2017, gerando a abertura de 2.500 postos de trabalho.
“As negociações das condições trabalhistas para a assinatura desse acordo, aprovado em assembleia, foram acompanhadas inclusive por representantes dos governos federal, estadual e municipal. Essas mesmas negociações foram conduzidas pelo diretor de Assuntos Institucionais da GM e atual presidente da Anfavea, Luiz Moan”, diz outro trecho da nota.
Nesta quarta-feira (29), o sindicato enviou uma carta, ao diretor de Relações Trabalhistas da General Motors do Brasil, Artur Bernardo Neto, pedindo agendamento de reunião.
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