SJC: Jovem de 20 anos morre após ser ejetado de carro e atropelado na Via Dutra

A vítima foi Identificada como Matheus Helfstein; polícia investiga uso de cinto

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Um grave acidente na madrugada deste domingo (28) tirou a vida de um jovem de 20 anos em São José dos Campos (SP). Ele estava como passageiro em um carro de aplicativo quando, após uma colisão traseira com uma BMW, foi ejetado do veículo e posteriormente atropelado por veículos que trafegavam no local.

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Segundo o Portal Aqui Vale, o jovem foi identificado como Matheus Helfstein. O acidente ocorreu por volta das 5h20, no km 148,5 da pista marginal da Via Dutra, sentido São Paulo. A colisão ocorreu entre o carro de aplicativo (um Honda Fit) e uma BMW.

Testemunhas e imagens captadas pela concessionária CCR RioSP mostram o momento em que Matheus é lançado para fora do automóvel. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também corroborou que houve impacto significativo, o que teria feito o veículo rodar na pista sem, no entanto, capotar.

De acordo com a reportagem do THMais, após ser ejetado, Matheus foi atropelado por pelo menos dois veículos que seguiam pela rodovia, nenhum dos condutores parou para prestar socorro. A vítima foi reconhecida pelos pais após o local da ocorrência e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O motorista da BMW se apresentou espontaneamente à delegacia e foi submetido ao exame de alcoolemia, que não apontou alteração na capacidade psicomotora. Já o motorista do veículo de aplicativo (onde estava Matheus) sofreu ferimentos leves e foi atendido no Hospital do Vivalle.

A Polícia Civil classificou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor e requisitou perícia no local, além de exames do IML. A investigação agora busca comprovar se Matheus estava sem o cinto de segurança, o que pode ter contribuído para a ejeção, e identificar os motoristas que atropelaram a vítima após ela cair na pista.

Outros detalhes confirmados

• O acidente aconteceu na madrugada de domingo, com bloqueio parcial da rodovia para atendimento. Algumas faixas foram interditadas e o tráfego foi desviado para acostamento.

• Além do óbito, houve uma segunda vítima leve, socorrida ao Hospital da Vila Industrial.

• A colisão foi tratada como traseira entre os dois veículos iniciais.

• A perícia vai analisar vestígios de frenagem, marcas sobre o asfalto, sistema de retenção do veículo (cinto, bancos) e outros indícios.

• A conduta dos motoristas que atropelaram a vítima sem parar poderá implicar infrações por omissão de socorro

Contextualização e análise

Esse tipo de acidente — em que um ocupante é ejetado por não utilizar o cinto — ilustra falhas graves de segurança e o risco nos transportes por aplicativo, especialmente à noite e em rodovias rápidas.

A Via Dutra é uma das rodovias mais movimentadas do país, conectando São Paulo e Rio de Janeiro, e historicamente registra muitos acidentes graves. Em casos como esse, o fator humano (uso de cinto, velocidade, atenção) costuma ser determinante.

Se comprovado que Matheus não usava o cinto, o motorista do aplicativo pode responder por omissão de dever de cuidado. Além disso, os motoristas que atropelaram a vítima após ejetá-la podem ser responsabilizados por omissão de socorro, crime previsto no Código Penal.

A investigação deve trazer à tona não só os autores diretos da colisão, mas também os que passaram pelo local e não prestaram ajuda — ação essencial em casos de atropelamento.

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