SJC: Prefeitura garante atendimento para crianças com autismo acima de 7 anos no GAIA
Possível desligamento, foi tema de debate na Cãmara Municipal

Famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) viveram dias de incerteza em São José dos Campos após a possibilidade de desligamento de pacientes acima de 6 anos do GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo). A medida chegou a ser comunicada no dia 29 de setembro, quando foi informado que 48 crianças seriam transferidas para a rede pública municipal.
+ Receba as notícias do dia – clique AQUI para seguir o canal MEON no WhatsApp
O anúncio causou preocupação entre pais e responsáveis, que alegaram que a rede municipal não dispõe da mesma estrutura multidisciplinar oferecida pelo GAIA, que conta com neuropediatra, nutricionista, geneticista, psicóloga, assistência social e educador físico.
Em nota, o GAIA esclareceu que a informação inicial sobre a transição não partiu da instituição, mas foi transmitida em cumprimento a uma orientação da Secretaria de Saúde. A entidade reforçou que o convênio do Projeto Integralidade havia sido renovado em agosto por mais 12 meses, garantindo o atendimento de 150 crianças de até 6 anos.
No entanto, ainda no dia 29, à tarde, o GAIA recebeu nova comunicação da Secretaria de Saúde confirmando que as crianças acima de 6 anos já vinculadas ao projeto permaneceriam em atendimento na instituição, afastando o risco de desligamento imediato.
“Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, a ética e, sobretudo, com as pessoas com Transtorno do Espectro Autista, mantendo-nos à disposição para dialogar e buscar soluções conjuntas que assegurem o melhor acolhimento às crianças e suas famílias”, destacou a nota oficial.
Mobilização continua
Apesar do recuo da Prefeitura, famílias seguem mobilizadas em busca de garantias formais e maior segurança sobre a continuidade do serviço. O tema chegou à Câmara Municipal, onde o vereador Anderson Senna (PL) defendeu a ampliação do convênio para atender também crianças de 7 a 12 anos.
“Não queremos confronto, só queremos que nossos filhos continuem evoluindo. O tratamento não é luxo, é necessidade”, afirmou uma mãe durante reunião com parlamentares.
O caso deve seguir em debate nas próximas semanas entre famílias, Prefeitura e vereadores.
Posts Relacionados

Sabesp altera atendimento presencial no Vale do Paraíba e Litoral Norte durante o feriado de Aparecida

Saúde em São José tem quase 80% de aprovação

Projeto de acessibilidade reforma calçadas em São José
