“Sociedade não tem percepção do que foi feito”, diz secretário de São José

Para Cavali, problema está na comunicação entre prefeitura e moradores

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Cavali esteve na sede do Ciesp em São José representando a prefeitura

Rodrigo Ribeiro/Meon

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, Sebastião Cavali, “a sociedade não tem percepção do que foi feito pela prefeitura”. A observação foi feita nesta segunda-feira (2), em um encontro com empresários na sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José.

O convidado para o encontro era o prefeito Carlinhos Almeida (PT), que por motivos familiares –precisou visitar a avó em um hospital- enviou Cavali como representante da prefeitura para conversar com o empresariado.

“Esperávamos que o prefeito estivesse aqui, mas infelizmente fomos informados agora de última hora que ele teve um problema familiar. Esperamos que tudo dê certo e que em uma próxima oportunidade ele compareça”, disse Almir Fernandes, diretor do Ciesp joseense.

Sem a presença de Carlinhos, sobrou para o secretário Cavali a tarefa de fazer uma boa vitrine do que foi feito pelo governo petista desde o início de 2013 e de apresentar as prioridades para 2015.

“O mercado no mundo não está fácil, na Europa está difícil, os americanos estão se reestruturando, ou seja, os melhores mercados não estão comprando”, diz Cavali. “Além disso, temos que enfrentar os empresários chineses, que estão com capacidade de investimento. Temos que estar juntos –governo, empresas e sociedade- para sermos competitivos e mostrar que a indústria nacional é a melhor opção”, completa.

Para Cavali, “o governo não fez tudo que queria fazer, mas fez muitas coisas. O que observamos é que a sociedade não tem percepção do que foi feito. Geralmente, sabem o que não foi feito e isso é um problema de comunicação com a sociedade, que precisa saber que muita coisa foi feita nesses dois anos de governo”, afirma.

Entre as realizações do governo atual citadas pelo secretário estão a escola interativa, kit escolar –apesar de todos os problemas que envolveram a licitação dos produtos-, três mil novas vagas na educação infantil, aumento de 4 mil para mais de 5 mil vagas na Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Bilhete único, 5.200 unidades do Minha Casa Minha Vida e regularização de bairros.

“Tudo que estou falando não é pra apagar incêndio”, diz Cavali. “A ideia do kit escolar, por exemplo, onde cada aluno recebe o material escolar é fantástica, mas infelizmente, o que acaba permeando a sociedade são os problemas administrativos que aconteceram com o programa e que por sinal, já foram resolvidos”, conclui.

Segundo o secretário, as prioridades para 2015 são a expansão do Escola Interativa, criação do Hospital da Mulher, construção de dois novos UPA’s (unidade de Pronto Atenimento), início da Via Cambuí – via expressa com extensão de 8,6 quilômetros, que fará a interligação entre as regiões leste, sudeste e centro com passagem sob a Via Dutra-, Via banhado, BRT (retomada da licitação), vinda do WTC (World Trade Center) e a instalação da faculdade de medicina.

Questionado sobre quando estará pronta a nova Lei de Zoneamento de São José -que inclusive pode selar a vinda do WTC-, Cavali explicou que ainda não existe um prazo. “A urgência é máxima, mas existe um cuidado do governo para que a lei tenha um valor e não seja um remendo e nem pior que a lei atual. Por isso, o governo está tendo cuidado para fazer o quanto antes uma lei que tenha qualidade”, conclui.

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