Soldados da RMVale participam de operação do Exército em Salvador
Cerca de 300 soldados do Exército dos batalhões de Caçapava e Lorena embarcaram na última terça-feira (15) para reforçar a segurança nas ruas de Salvador durante a greve da Polícia Militar da Bahia.


Soldados do Exército Brasileiro desembarcam em Salvador (BA)
Divulgação/Governo da Bahia
Cerca de 300 soldados do Exército dos batalhões de Caçapava e Lorena embarcaram na última terça-feira (15) para reforçar a segurança nas ruas de Salvador durante a greve da Polícia Militar da Bahia. Os militares do Vale do Paraíba devem permanecer até a Páscoa na capital soteropolitana.
Por volta da meia-noite de quarta-feira (16), dois grupamentos de 150 homens seguiam para o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) da Aeronáutica, em São José dos Campos, de onde seguiram em aeronaves como o Hércules e o Amazonas para Salvador-BA.
Quatro horas depois, o destacamento desembarcou em Salvador. As cenas que encontraram foram de destruição. Saques, arrastões e uma onda de assaltos tinham tomados as ruas de Salvador.
Mesmo com a decisão dos policiais militares da Bahia de acabar com a greve, na tarde desta quinta-feira (17), o Exército vai manter o efetivo nas ruas até domingo (20), enquanto os PMs retornam aos postos de trabalho.
Paralisação
A greve foi encerrada depois de uma assembleia realizada no Espaço Wet’n Wild, local usado para shows em Salvador, onde centenas de policiais acompanhavam as negociações com o Governo do Estado.
Segundo a Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia) a paralisação de três dias teve resultados positivos. Foram concedidos reajustes de 25% para os cargos administrativos, 45% para os policiais em operação e 60% para as funções de motorista. Além dos aumentos, foi aprovado o fim do código de ética. O plano de carreira ainda será discutido pelas partes.
Iniciada na tarde da última terça-feira (15) a greve da Policia Militar em Salvador tinha o objetivo de forçar o Estado a aceitar as reivindicações da categoria. Os dias parados resultaram em um aumento de cerca de 300% nos índices de criminalidade na cidade, com registros de saques, assaltos a veículos entre outros delitos.
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