Mortes no trânsito diminuem 21% na RMVale em junho

Também houve queda nos óbitos em acidentes com motos

Escrito por: Meon6 min de leitura
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De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e pelo Detran-SP, a região da RMVale apresentou queda de 21% no número total de mortes no trânsito, na comparação entre junho deste ano com o mesmo mês de 2022. Em 2023, ocorreram 22 óbitos em acidentes, contra 28 no mesmo período do ano passado.

A queda de óbitos no trânsito na região também é evidenciada pela comparação entre os seis primeiros meses do ano passado e o mesmo período deste ano. Foram 174 ocorrências de janeiro a junho de 2022, contra 163 de janeiro a junho de 2023 – uma redução de 6% no último período.

A cidade de Pindamonhangaba se destaca com uma redução de 80% no número de mortes em acidentes de trânsito ao se comparar junho deste ano, quando houve apenas um caso, com o mesmo mês do ano passado, quando cinco ocorrências foram registradas. Já no comparativo entre o primeiro semestre de 2023 e 2022, a queda foi de 29%. Houve dez óbitos este ano, enquanto 14 casos foram registrados no ano passado.

Entre os números do Infosiga, destaca-se ainda a queda de 14% nos casos de mortes em acidentes envolvendo motocicletas na região. Na comparação entre os primeiros seis meses de 2022 com o mesmo período deste ano, foram registradas 80 ocorrências contra 29, respectivamente. Nos casos de óbitos envolvendo automóveis, houve redução de 11% na comparação entre janeiro e junho deste ano, quando houve 24 casos, com o mesmo período de 2022, quando foram registradas 27 ocorrências.

Número de acidentes

O quantitativo de acidentes registrados no acumulado do ano (janeiro a junho) apresentou um aumento de 6% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, na região de São José dos Campos. Foram contabilizadas no primeiro semestre deste ano 5.664 ocorrências, contra 5.324 em 2022.

Já na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 6%. Foram 1.028 acidentes sem vítimas fatais em junho de 2023, contra 968 em junho de 2022.

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Estado de São Paulo

De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e pelo Detran-SP, o Estado de São Paulo apresentou queda de 6,6% no número total de mortes no trânsito, na comparação entre junho deste ano com o mesmo mês de 2022. Em 2023, ocorreram 439 óbitos em acidentes, contra 470 no mesmo período do ano passado.

A queda de óbitos no trânsito no Estado também é evidenciada pela comparação entre os seis primeiros meses do ano passado e o mesmo período deste ano. Foram 2.522 ocorrências de janeiro a junho de 2022, contra 2.417 de janeiro a junho de 2023 – uma redução de 4,2% no último período.

Entre os números do Infosiga, destaca-se ainda a queda de 5,8% nos casos de mortes em acidentes envolvendo motocicletas. Na comparação entre junho de 2022 com o mesmo mês deste ano, foram registradas 191 ocorrências contra 180, respectivamente. Nos casos de óbitos envolvendo automóveis, houve redução de 7,8% na comparação entre junho deste ano (107 casos) com o mesmo mês de 2022 (116 ocorrências).

No acumulado de janeiro a junho de 2023, comparado a 2022, também foi registrada queda no número de mortes envolvendo automóveis. Foram 571 óbitos contra 548, o que representa uma redução de 4%.

Número de acidentes

O quantitativo de acidentes registrados no acumulado do ano (janeiro a junho) apresentou um aumento de 8,1% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, no estado de São Paulo. Foram contabilizadas no primeiro semestre deste ano 95.072 ocorrências, contra 87.920 em 2022.

Já na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 15,9%. Foram 18.187 ocorrências em junho de 2023 o, contra 15.686 em junho de 2022.

Álcool e direção

É fato que, sob efeito de álcool, o motorista tem a sua capacidade de percepção reduzida em vários sentidos. Isso porque o álcool causa uma diminuição da capacidade neurológica, e, consequentemente, dos órgãos de sentido. A ingestão de bebida alcoólica diminui a visão periférica, a percepção de movimentos laterais e a visão de obstáculos, além de afetar o tempo de reação.

Desde o Carnaval de 2013, o Detran-SP contribui para o cumprimento da Lei, conhecida como Lei Seca ou Tolerância Zero coibindo casos de embriaguez ao volante por meio do Programa Operação Direção Segura Integrada (ODSI). Nesses 10 anos, foram mais de meio milhão de veículos (590.326) fiscalizados, em 2.186 operações pelo programa.

Alta velocidade

Um veículo que circula com excesso de velocidade necessita de tempo maior para a frenagem, o que eleva a probabilidade de o motorista perder o seu controle. Além disso, quanto maior a velocidade de circulação, menor é a capacidade de o motorista se antecipar a possíveis perigos, o que aumenta muito o risco de acidente e a gravidade das lesões.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou uma fórmula que relaciona risco de acidentes e de mortes ao aumento da velocidade, por meio de cálculos baseados em relatórios de ocorrências de trânsito enviados de todo o mundo e compilados em 2004. Pela equação, quando se ultrapassa em 1% o limite de velocidade em uma via, os riscos médios de acidentes sobem 3% e o risco de morte cresce em até 5%. Estudos do órgão trazem evidências diretas de que dirigir apenas 5 Km/h acima da média em áreas urbanas, com limite de velocidade de 60 Km/h, e 10 Km/h acima da média em rodovias é fator suficiente para dobrar o risco de ocorrer um acidente.

Ao volante, esqueça o celular

É correto dizer que dirigir mexendo no celular é tão perigoso quanto após a ingestão de bebida alcoólica. Segundo uma pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation, o envio de mensagens pelo smartphone é capaz de retardar o período de reação do condutor em 35%.

Outro estudo, da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), aponta que digitar uma mensagem de texto enquanto se conduz um veículo a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por um percurso de até 100 metros, o comprimento de um campo de futebol.

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