Sucesso no mercado dos pets, cerveja para cachorro é produzida em Cunha
Os amantes de cerveja já podem ter seus melhores amigos como companhia de copo. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas do Senai do Rio de Janeiro, polo de formação de mestres cervejeiros da América Latina, a cerveja canina é feita a base de malte e extrato de carne, não tem álcool, lúpulo e nem gás carbônico. Da fábrica de Cunha, saem cerca de 20 mil garrafas da bebida todos os meses.


Cães ganham cerveja própria
Divulgação
Os amantes de cerveja já podem ter seus melhores amigos como companhia de copo. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas do Senai do Rio de Janeiro, polo de formação de mestres cervejeiros da América Latina, a cerveja canina é feita a base de malte e extrato de carne, não tem álcool, lúpulo e nem gás carbônico. Da fábrica de Cunha, saem cerca de 20 mil garrafas da bebida todos os meses.
A novidade incrementa o mercado de produtos para animais de estimação que deve faturar mais de R$ 16 bilhões, segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação). A expectativa é de um crescimento de 8,2% em comparação a 2013.
Para chegar ao resultado desejado sem agredir a saúde do animal, um grupo formado por veterinários e especialistas em cerveja dedicaram três anos de estudos, com o intuito de criar uma bebida rica em nutrientes, como sais minerais, aminoácidos e vitaminas do complexo B. Uma das preocupações da equipe era fabricar um produto semelhante à cerveja consumida por humanos e que fosse nutricionalmente rica.
A Dog Beer foi idealizada pelo empresário Marco Melo, que queria criar uma bebida diferente para animais. “A cerveja é comprada por quem bebe e quer que o cão o faça companhia. Tem tanta variedade de anúncios de alimentos para cães, tanta comida para cachorro, é capaz de o animal morrer entalado. Então, resolvi criar a cerveja para eles”, explicou.
O engenheiro químico e chefe da equipe que desenvolveu a Dog Beer, José Gonçalves Antunes, explicou que para produzir a bebida o método usado é o de interromper o processo no segundo tanque para evitar a fermentação da cerveja. Ali, é adicionado o extrato de carne.
Gatos
Na unidade de Cunha, a empresa também já fabrica cerveja para gatos, que tem uma formulação diferente da feita para os cachorros, e deve receber novos produtos. “Com a repercussão, tivemos que acelerar o desenvolvimento e lançamento da cerveja para os gatos. A Cat Beer é oferecida em diversos sabores de carne, e o malte tem a propriedade de reduzir a incidência de cálculo renal, problema recorrente em felinos”, contou Melo.
Disponível ao preço médio de R$ 10, a bebida, em garrafas de 355 ml, é recomendada para animais acima de quatro quilos, que podem consumir apenas uma garrafa por dia. Bichos menores podem ingerir até meia garrafa diariamente. Ela pode ser servida gelada ou na temperatura ambiente, respeitando os hábitos alimentares dos animais. A cerveja está disponível em pet shops, empórios, supermercados e lojas de conveniência.
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