Taubaté já soma quatro mortes por suspeita de dengue
Quatro pessoas morreram com suspeita de dengue nos últimos 50 dias em Taubaté. Apesar da Secretaria de Saúde da cidade não confirma nenhum dos casos, as famílias das vítimas aguardam por resultados de exames e a epidemia cresce na região.


Quatro pessoas morreram com suspeita de dengue nos últimos 50 dias em Taubaté. Apesar da Secretaria de Saúde da cidade não confirmar nenhum dos casos, as famílias das vítimas aguardam por resultados de exames. Enquanto isso, a epidemia da doença cresce dia após dia na cidade.
As últimas duas mortes foram registradas neste final de semana. Na sexta-feira (25), uma mulher de 78 anos faleceu após ter sido diagnosticada com dengue e vomitado sangue no pronto-socorro municipal.
No sábado (26), outra taubateana morreu com suspeita da doença. Natália Garcia, de 40 anos, foi atendida com sintomas de dengue no Hospital Regional do Vale do Paraíba, mas não resistiu e faleceu.
A Secretaria de Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que aguarda o envio da documentação dos dois casos para a Vigilância Epidemiológica realizar a avaliação técnica das mortes.
Espera
No atestado de óbito de Elpídio Gianelli, 83 anos, consta dengue como uma das causas da morte do aposentado, que faleceu no último dia 11 de abril, após ter sido internado com sintomas da doença no Hospital São Lucas em Taubaté.
“Meu pai tinha uma saúde perfeita. Ele pegou dengue e morreu dias depois, o próprio médico disse isso. É preocupante, minha irmã também já pegou a doença, mas melhorou. Estamos esperando o resultado da avaliação da prefeitura”, relata Rodrigo Gianelli, filho da vítima que morava no bairro Gurilândia.
O primeiro caso de morte por dengue em 2014 na cidade, foi registrado no dia 12 de março. Um homem de 60 anos morreu duas semanas após ter sido internado com o diagnóstico de dengue grave, também conhecida como hemorrágica, no Hospital Universitário de Taubaté.
Estatísticas
Neste caso, a Vigilância Epidemiológica reconheceu que o óbito foi realmente causado pela dengue, mas informa que o mesmo não conta nas estatísticas locais porque o paciente não contraiu a doença na cidade.
Já sobre a morte do pai de Gianelli, a pasta informa que o aposentado faleceu de insuficiência respiratória e que o fato de constar dengue como uma das causas da morte no atestado de óbito é apenas um procedimento. Na nota, a assessoria reitera que o aposentado não foi vítima da doença pois já havia recebido alta do Hospital.
Até o momento, de acordo com o último relatório da Vigilância Epidemiológica, Taubaté soma 1.809 casos confirmados de dengue contraídos na cidade e um importado.









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