Taubaté registra quatro casos da síndrome de Guillain-Barré
Doença é considerada rara e pode ter relação com o vírus zika


Quatro pessoas estão internadas com a síndrome de Guillain-Barré em Taubaté
Divulgação
Quatro pessoas estão internadas no HU (Hospital Universitário) e Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, diagnosticadas com a síndrome de Guillain-Barré. A doença é considerada rara e pode ter relação com o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e chikungunya.
De acordo com a prefeitura de Taubaté, dos quatro pacientes, dois residem na cidade, um em Pindamonhangaba e outro em Campos do Jordão. A prefeitura não informou em qual hospital cada pessoa está internada, idade e sexo.
A Vigilância Epidemiológica, por meio da administração municipal, informou que um dos casos foi registrado em fevereiro e os demais em março. Segundo a prefeitura, a doença já era conhecida anteriormente, “sendo antes desta época, de ocorrência rara e associada a vários tipos de infecções virais”, diz um trecho da nota.
“Mais recentemente tem apresentado associação com a circulação do vírus zika e ocorrido em número expressivamente maior de casos”, informou em outro trecho. Segundo a prefeitura, exames foram feitos com os quatro pacientes para analisar se há relação com o vírus zika. Ainda não há o resultado dos exames.
Questionada se haverá alguma ação para tratar exclusivamente da síndrome de Guillain-Barré na cidade, a prefeitura informou que “cabe aos profissionais da saúde e às secretarias de saúde de todo o país lidarem esse novo desafio com seriedade e responsabilidade, oferecendo atenção de qualidade aos pacientes e vigilância intensificada de todos os casos”.
Síndrome de Guillain-Barré
A síndrome de Guillain-Barré acontece quando o sistema de defesa começa a atacar o próprio corpo, após enfrentar uma infecção causada por vírus ou bactéria. As células de defesa destroem a bainha de mielina, camada de gordura que envolve as células nervosas, por onde passam os estímulos.
Os principais sintomas são fraqueza muscular e paralisia dos músculos. Em alguns casos, os músculos responsáveis pela respiração param de funcionar, no entanto, o risco de morte associado à doença é inferior a 10%.
A relação da doença com a infecção por zika foi diagnosticada pela primeira vez na Polinésia Francesa em 2013 e 2014. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado no ano passado no Nordeste, após um atípico aumento de Guillain-Barré.
Devido ao histórico recente, o poder público ainda não possui dados que relacionam a síndrome e o vírus zika. No entanto, houve um aumento de quase 30% nas internações e 8% nos atendimentos relacionados à Guillain-Barré.
Dengue, zika e chikungunya na cidade
Com 461 casos autóctones confirmados e um importado de dengue neste ano, Taubaté já registra um aumento de 75% da doença em relação ao mesmo período do ano passado. Os números de 2016 já colocam o município em estado de epidemia.
A cidade ainda registra 27 notificações de zika vírus, com um caso importado, oito descartados e 18 aguardando resultado de exames. Destes, 11 são mulheres, das quais três são gestantes. Com relação à chikungunya, Taubaté registra cinco notificações, com três casos negativos e dois aguardando exames.
A última ADL (Análise de Densidade Larvária), realizada em janeiro deste ano, indicou um nível de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti de 4,4 pontos no IB (Índice Breteau). O índice considerado de tranquilidade é de até 1,0.
A pior situação se encontra na zona central da cidade, onde o índice foi de 8,8 IB em alguns bairros da região. A prefeitura realiza quatro ADL’s no ano, em janeiro, abril, julho e outubro.
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