Justiça volta atrás e decreta prisão preventiva de bombeiro que matou estudante de Medicina em Taubaté

A pedido do Ministério Público, decisão revoga liberdade provisória concedida a Marcos Paulo Fujarra de Oliveira

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
Foto: Reprodução
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A Justiça do Estado de São Paulo atendeu ao recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e decretou a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, pelo assassinato do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos. O crime ocorreu na última quarta-feira (30), na Avenida Professor Walter Thaumaturgo (Avenida do Povo), em Taubaté.

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A nova ordem de prisão reverte a decisão proferida em audiência de custódia na quinta-feira (1º), quando o acusado havia recebido liberdade provisória sob medidas cautelares — como o recolhimento domiciliar noturno e a suspensão do porte de armas.

Inconformado com a soltura, o MP recorreu em caráter de urgência apontando a gravidade concreta do ato, a inconsistência da tese de legítima defesa e o risco à ordem pública. Depoimentos colhidos no inquérito indicam que o bombeiro teria ido até o veículo do jovem, quebrado o vidro do automóvel e efetuado os disparos contra a vítima desarmada.

Relembre o Caso

Bruno Hashimura, aluno do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), estava a caminho da faculdade quando se envolveu em um desentendimento de trânsito com Marcos Paulo, que dirigia acompanhado da família.

A defesa do militar alega que ele teria reagido ao imaginar se tratar de uma tentativa de assalto, sustentando que a vítima portaria um objeto similar a uma arma. No entanto, nenhuma arma de fogo foi encontrada com o estudante. A Polícia Civil segue analisando as imagens das câmeras de segurança da região e colhendo depoimentos de testemunhas para instruir o inquérito policial.

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