Taxa de juros influencia no potencial de compra, diz economista
A taxa de juros no Brasil é uma das mais altas em todo o mundo. Os consumidores estão pagando mais para comprar os produtos [carros e eletrodomésticos], mesmo com a redução de outras taxas. Os produtos na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) também apresenta uma das taxas mais altas, por conta da exportação e importação dos produtos.

A taxa de juros no Brasil é uma das mais altas em todo o mundo. Os consumidores estão pagando mais para comprar os produtos [carros e eletrodomésticos], mesmo com a redução de outras taxas. Os produtos na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) também apresentam uma das taxas mais altas, por conta da exportação e importação dos produtos.
“A taxa de juros tem sido alta e a redução tem sido paliativa, com a isenção de taxas do IPI [Impostos sobre produtos Industrializados]. Com a alta demanda na procura dos produtos, o governo também precisa controlar os valores das taxas para controlar a inflação”, afirma o economista e professor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Roque Mendes.

Inflação vai fechar em 6% neste ano, aponta especialista
Divulgação
Em 1990, o Brasil enfrentou uma das piores crises da inflação, quando os índices chegaram a 50% e 60%, prejudicando muitos consumidores.
“Muitos brasileiros foram prejudicados e perderam muitos rendimentos com a alta inflação por mês”, comenta Mendes.
Para abaixar os índices, o governo federal começou a implantar a redução de vários fatores, como IOF (Impostos sobre Operações Financeiras), IPI (Impostos sobre produtos Industrializados), entre outras.
Já no ano passado, a inflação fechou em 5,7% e neste ano a projeção é que a taxa chegue à 6%. “Se o governo não tivesse proposto a redução dessas taxas, o índice estaria bem maior em 2014 e por isso, o governo toma essa medidas para redução [dos juros]”, diz o economista.
Selic
Outra taxa criada pelo governo é a Selic, na qual um grupo de investidores se reúne mensalmente e toma as decisões. “O governo criou a taxa Selic e um grupo faz as análises, se deve ou não aumentar os valores e decide se vai haver redução”, completa Roque Mendes.
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