TCU multa prefeito por contrato irregular de R$ 1,6 milhão em Igaratá

O Tribunal de Contas da União multou em R$ 10.070 o prefeito de Igaratá, Elzo Elias de Oliveira Souza (PR), por um contrato considerado irregular no valor de R$ 1,6 milhão firmado no primeiro mandato com o Gase (Grupo de Assistência à Saúde e Educação), que administrou o posto de saúde da cidade em 2009.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
elzo igarata

Elzo Elias de Oliveira Souza (PR), prefeito de Igaratá

Reprodução/Facebook

O Tribunal de Contas da União multou em R$ 10.070 o prefeito de Igaratá, Elzo Elias de Oliveira Souza (PR), por um contrato considerado irregular no valor de R$ 1,6 milhão firmado no primeiro mandato com o Gase (Grupo de Assistência à Saúde e Educação), que administrou o posto de saúde da cidade em 2009.

Após a decisão, dada no dia 23 de setembro, o TCU comunicou a Câmara de Igaratá, que decide nesta semana se apresenta ou não denúncia contra Souza ao Ministério Público com pedido de reembolso do valor do contrato.

Um ano após a contratação emergencial e sem licitação da Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Gase, uma licitação foi feita e a administração do posto de saúde substituída. A decisão do TCU coloca Souza na lista de prefeitos com ficha suja na RMVale.

“Queremos que o Ministério Público apure esta irregularidade, como foi feito este contrato e o que mais pode haver de errado. Não sabemos se o prefeito conhecia as pessoas da Oscip e acreditamos que, dependendo do que os promotores encontrarem, ele e a Gase tenham que devolver este dinheiro”, defende o líder da bancada de oposição na Câmara, o vereador Benedito Carlos Filho (PSDB).

Já o presidente da Câmara, o vereador Moacir Aparecido Fernandes Prianti (PDT), acredita que o processo não deverá  ser encaminhado ao MP. “O prefeito deve inclusive recorrer desta decisão. Agora a oposição quer se aproveitar do caso para nos atacar. Vamos avaliar judicialmente a decisão do Tribunal de Contas e decidir enfim o que é o melhor a ser feito”, conclui.

Procurado pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, o prefeito ainda não havia se manifestado sobre o caso.

Publicado em: