Trabalhadores aceitam reajuste salarial e encerram greves na RMVale

Trabalhadores da TI Automotive e da Sun Tech, de São José dos Campos e da MWL, de Caçapava, aceitaram a proposta de aumento em 10% nos salários oferecido pelas empresas nesta sexta-feira (19). Na semana passada, os funcionários entraram em greve pela Campanha Salarial 2014.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Trabalhadores de empresas da RMVale aceitam reajuste e encerram greve (Divulgação/SindMetal/SJC)

Depois de greve, trabalhadores da MWL de Caçapava e empresa chegam a um acordo

Divulgação/SindMetal/SJC

Trabalhadores da TI Automotive e da Sun Tech, de São José dos Campos e da MWL, de Caçapava, aceitaram a proposta de aumento de 10% nos salários oferecido pelas empresas nesta sexta-feira (19) e encerraram a greve iniciada na semana passada.

Na TI Automotive, fábrica de autopeças em São José dos Campos, os 650 trabalhadores completaram cinco dias de paralisação, na sexta-feira (19). A empresa chegou a um acordo e aceitou reajustar os salários em 9,2% em setembro mais 0,73% em janeiro, totalizando os 10%, no qual 3,14% corresponde a um aumento real.

Além disso, os trabalhadores da TI conquistaram a renovação das cláusulas sociais e estabilidade no emprego até 15 de janeiro de 2015. Os dias parados não serão descontados e apenas um dia vai ser compensado.

Na Sun Tech, fornecedora da LG Celulares, também em São José, cerca de 400 trabalhadores chegaram a ficar em greve por um dia e conseguiram o reajuste que vai ser aplicado integralmente em 1º de setembro, o que representa 3,43% de aumento real. As cláusulas sociais ainda estão em discussão e as funcionárias reivindicam também reivindicam licença remunerada para vítimas de violência doméstica e ampliação do período de auxílio-creche.

Na MWL, fabricante de rodas e eixos ferroviários, em Caçapava, o acordo veio depois que os trabalhadores entraram em greve, na manhã de sexta-feira (19). Além do reajuste salarial (também dividido entre setembro e janeiro), não haverá desconto das horas paradas durante a greve e a empresa se comprometeu a efetivar 22 temporários que trabalham na fábrica.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, as paralisações aconteceram na semana passada porque as empresas haviam oferecido um aumento de 6,35%, o que apenas repõe a inflação.

Mobilização continua
Sem acordo, as mobilizações continuam nas empresas Deca, de Jacareí, Armco, Parker Hannifin, Parker Filtros, Alestis, Sobraer e Wirex Cable de São José e na Tenaris Confab, de Pindamonhangaba.

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