Trabalhadores da Embraer fazem protesto por reajuste salarial

Cerca de mil trabalhadores da Embraer de São José dos Campos paralisaram por mais de duas horas as atividades na manhã desta terça-feira (8). A ação foi feita em protesto pela proposta da empresa de reajuste salarial de 6,6% – o pedido era de 10%.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Funcionários também aprovaram aviso de greve

Divulgação/Sindmetal

Cerca de mil trabalhadores da Embraer de São José dos Campos paralisaram  as atividades por mais de duas horas na manhã desta quarta-feira (8). A ação foi feita em protesto pela proposta da empresa de reajuste salarial de 6,6% – o pedido era de 10%.

Trabalhadores do setor de metalurgia se reuniram em assembleia às 5h40 e iniciaram o expediente às 9h. No administrativo, o atraso foi de duas horas –das 7h às 9h.

No último dia 24, a categoria já havia rejeitado a oferta de 5,35%. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a proposta mínima era além de 10%, reajuste de 6,35% de inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e 3,43% de aumento real.

Além da rejeição, os trabalhadores aprovaram em discussão o aviso de greve e a participação do sindicato na reunião do Conselho Administrativo que acontece no dia 17 de outubro.

Outro lado
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Embraer afirmou que a negociação salarial com o Sindicato está a cargo da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Ainda de acordo com a nota, a empresa já aplicou um reajuste de 5,3%, em setembro mesmo sem um acordo entre as partes.

A nota ainda afirma que, apesar de garantir o direito de ir e vir, a Embraer repudia “veementemente” o que chamou de cerceamento de liberdade imposta pelo Sindicato dos Metalúrgicos. “Funcionários que tentam entrar na empresa têm sido agredidos, como voltou a ocorrer hoje (8) em Eugênio de Melo, conforme já registrado em Boletim de Ocorrência nos órgãos competentes (…) a empresa está tomando as medidas legais cabíveis”, completa a nota.

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