Trabalhadores da LG tentam acordo por indenização com a empresa após encerramento das negociações
Como forma de protesto os trabalhadores da LG de Taubaté penduraram os uniformes na entrada da unidade

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté informou que irá apresentar à LG uma nova proposta de acordo de indenização pelas demissões de cerca de 700 demissões .
Duas propostas apresentadas anteriormente pela empresa foram rejeitadas pelo Sindmetau, que está em greve desde segunda-feira (26). Nesta quarta-feira (28), uma nova proposta do Sindicato à LG foi aprovada pelos trabalhadores, onde prevê de R$ 4 mil a R$ 20 mil a mais que os últimos valores propostos pela empresa e rejeitados pela categoria.
De acordo com o sindicato, o pedido vai ter R$ 37 milhões de indenização global pelo encerramento da produção em Taubaté. O valor vai ser dividido entre os trabalhadores, de acordo com o tempo de trabalho. Assim, os trabalhadores com menor tempo de fábrica vão receber R$ 13 mil. Quem tem mais tempo de serviço pode chegar a receber R$ 70 mil de indenização.
“A LG está irredutível. Ela quer que o caso vá para julgamento. Para ela, as negociações estão finalizadas. O Tribunal sugeriu essa proposta e o Sindicato se colocou à disposição para trazer a proposta para apreciação dos trabalhadores. Agora, nós vamos notificar o Tribunal e a LG que essa pré-proposta foi aprovada”, explica o presidente do Sindmetau.
Como forma de protesto, nesta terça-feira (27), os trabalhadores da LG Taubaté penduraram os uniformes na entrada da unidade. Em cada camisa estava escrito o nome de parentes, simbolizando as famílias dos 705 funcionários ameaçados pelo desemprego.

O Portal Meon entrou em contato com a LG que não retornou até a publicação desta matéria.
Propostas anteriores
Nos últimos dias a LG apresentou duas propostas de indenização. Na primeira, o valor estava variando de R$ 8 mil a R$ 35 mil e na segunda de R$ 9,3 mil a R$ 51 mil. As duas propostas foram rejeitadas pelos funcionários, que estão em greve.
Após as rejeições das propostas, a LG encerrou as negociações e informou que vai judicializar o acordo no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para encontrar uma forma de indenizar os trabalhadores.
A empresa diz que vai manter a data de encerramento da produção na planta, prevista para maio, e informou que irá pagar apenas as verbas de indenização inicial, aguardando a decisão da justiça sobre novos valores.
Enquanto o caso é discutido no TRT, a greve na LG continua, com vigília dos trabalhadores 24 horas na porta da fábrica.
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