Trabalhadores dos Correios entram em greve por 24h no Vale do Paraíba

Paralisação começou no Centro de Tratamento de Encomendas em S. José

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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20150318_greve correios_sjc_(Divulgação/Sintect-VP)

Paralisação começou no Centro de Tratamento de Encomendas em S. José

Sintect-VP

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve de 24h na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) na manhã desta quarta-feira (18).Segundo o Sintect-VP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Vale do Paraíba), a paralisação faz parte de uma campanha nacional contra a privatização dos Correios.

De acordo com o a assessoria de imprensa do Sintect-VP, a greve começou na madrugada desta quarta-feira no CTE/CEE (Centro de Tratamento de Encomendas/Centro de Entrega de Encomendas) em São José dos Campos, de onde saem as encomendas das 39 cidades da RMVale.

Segundo o vice presidente do Sintect-VP, Moisés Lima, 80% dos trabalhadores do CTE/CEE estão de braços cruzados. “O ponto de concentração foi no CTE/CEE e agora vamos para as unidades de distribuição para averiguar a adesão. Depois vamos fazer um ato às 10h, na Praça Afonso Pena, região central de São José, apresentando uma carta aberta para as pessoas saberem o motivo da paralisação”, conta Moisés.

Ainda não se sabe o número total de adeptos ao movimento. “Não vamos fechar as portas e a adesão à paralisação será decidida pelo próprio trabalhador. A adesão é por convencimento”, explica Moisés.

A greve foi aprovada pelos trabalhadores dos Correios no Vale do Paraíba em assembleia realizada nesta terça-feira (17) em São José dos Campos. Além da bandeira contra a privatização dos Correios, os funcionários também são “contra a subsidiária Correios Participações, que irá gerir outras empresas de diversos segmentos dentro da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos)”, diz a nota do Sintect-VP.

A categoria também exige que o plano de saúde volte a ser gerido pela ECT; entrega de correspondências na parte da manhã; contratação imediata através de concursos públicos; pagamento de adicionais de periculosidade e adicional de risco aos carteiros motorizados e outras reivindicações mais pontuais de acordo com a demanda de cada unidade.

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