Transposição do Paraíba: projeto apresentado por Alckmin não tem estudo de impacto ambiental e social
O projeto apresentado pelo governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre a transposição do Rio Paraíba do Sul, não tem estudo de impacto ambiental e social. A informação é do secretário de Meio Ambiente de Igaratá, Juarez Domingues, integrante do Comitê da Bacia do Rio Paraíba, que participou da audiência para debater o assunto nesta quinta-feira (29), na Câmara de Taubaté.


Políticos e especialistas discutem transposição do Rio Paraíba do Sul
Divulgação/CMT
O projeto apresentado pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre a transposição do Rio Paraíba do Sul, não tem estudo de impacto ambiental e social. A informação é do secretário de Meio Ambiente de Igaratá, Juarez Domingues, integrante do Comitê da Bacia do Rio Paraíba, que participou da audiência para debater o assunto nesta quinta-feira (29), na Câmara de Taubaté.
“Outros impactos não estão bem descritos, como qualidade da água, influência da transposição nas bacias do Paraíba e impacto na produção de energia elétrica”, acrescentou, enumerando problemas do estudo apresentado pelo Estado para embasar a proposta de transposição.
De acordo com o vereador que presidiu a audiência, Jeferson Campos (PV), a alteração no curso do rio, que abastece três estados brasileiros, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, vai afetar cerca de 15 milhões de pessoas.
“A transposição deverá retirar água do Paraíba sim, diferente do que diz o governador do Estado e por ser interestadual deverá haver autorização federal para transposição, embora governador afirme que não”, explica Juarez, que indicou estudo realizado pelo pesquisador Plínio Itaquer, que há 60 anos alertou que faltaria água para grande São Paulo.
O representante do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Edílson Andrade, defendeu o diálogo como principal via para chegar a um consenso e chamou atenção para o Boletim da Agência Nacional de Águas, de 30 de abril deste ano, que aponta uma situação da Bacia do Rio Paraíba pior do que em 2003, quando houve apagão de energia elétrica.
A presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Rio Paraíba, vereadora de São José dos Campos, Renata Paiva (DEM), esteve na audiência e afirmou que o Vale do Paraíba deve propor ação civil pública sobre a proposta de transposição.
Participaram também da audiência a vereadora Amélia Naomi (PT), presidente da Câmara de São José dos Campos, o professor Eduardo Carlos Pinto, da Universidade de Taubaté, Otávio Lobato, representando do deputado Padre Afonso (PV) e o secretário de Meio Ambiente de Taubaté, Alexandre Simpson.
Outros debates
As Câmaras de Jacareí e São José dos Campos também discutiram recentemente sobre a possibilidade de transposição do rio Paraíba com o objetivo de atender o Sistema Cantareira da Grande São Paulo e as possíveis consequências desta migração para a Região.
Prazo
O Ministério Público prorrogou para o dia 31 de maio, o prazo para que os órgãos ambientais entreguem suas avaliações sobre a proposta de interligação do Sistema Cantareira com a Represa do Jaguari, em Igaratá.
LEIA TAMBÉM:
Câmaras de Jacareí e São José discutem recursos hídricos para Região Metropolitana do Vale
MP adia data para entrega do laudo sobre transposição no Rio Paraíba
MPF quer impedir transposição do rio Paraíba do Sul
Posts Relacionados

Chuvas em setembro aumenta em 30% o serviço de tapa-buracos

HM recebe classificação A+ da Sociedade Brasileira de Ortopedia

Sete procurados pela Justiça são capturados em menos de seis horas no Vale do Paraíba
