Três perguntas e três respostas sobre São José: pré-candidato Wagner Balieiro (PT)
“Neste momento o maior desafio é fazer medidas sociais de apoio para a população e as empresas da cidade, além de políticas de geração de empregos”, afirma Wagner Balieiro


Há quatro meses das eleições municipais e, até o momento, sem previsão para adiamentos, o Portal Meon procurou os pré-candidatos às prefeituras para iniciar a primeira bateria de entrevistas.
Nesta matéria, você confere a entrevista realizada com Wagner Balieiro (PT), pré-candidato à prefeitura de São José dos Campos.
Como avalia São José dos Campos? A cidade tem grandes problemas? A cidade usa bem os seus recursos (tecnológicos, de produção, de localização, pesquisa, turismo, lazer, bem estar)?
São José dos campos tem urgência em gerar empregos e retomar o desenvolvimento. Em 2019, antes da pandemia, a cidade já apresentava saldo negativo de empregos, sendo a pior do Vale do Paraíba e a quinta pior colocada no ranking do Estado. A crise atual está aprofundando as desigualdades, aumentando o desemprego e reduzindo a renda da população. A ausência de medidas sociais e econômicas é absurda, deixando a população ainda mais desprotegida neste momento de forte crise.
Além da retomada do crescimento, é fundamental trabalharmos para que a cidade seja mais humana e sensível às prioridades dos joseenses. Foram muitos os retrocessos na atual gestão, em todos os setores.
A Embraer é um grande exemplo da inércia do governo. Independente da negociação, nada foi feito por parte do município para preservar os empregos e os investimentos na cidade.
As políticas sociais, mesmo antes da crise, foram cortadas ou diminuídas em quase todos os segmentos como habitação, regularização e auxílios. Sem falar dos apoios culturais, como o fim da orquestra e outras atividades que foram sensivelmente reduzidas.
Para desviar o foco de sua inepta atuação no combate à pandemia, o prefeito optou em promover e a estimular, de forma irresponsável, um “libera geral” apoiado em dados no mínimo duvidosos, colocando em risco a saúde e a vida da população.
O que precisa ser desenvolvido mais urgentemente na cidade? Quais suas principais propostas?
Neste momento o maior desafio é fazer medidas sociais de apoio para a população e as empresas da cidade, além de políticas de geração de empregos. A pandemia mostrou que São José dos Campos precisa de uma gestão forte, com o poder público atento às necessidades das pessoas, atuando de fato no combater às desigualdades e garantindo a sobrevivência das pessoas.
Como avalia a administração pública no enfrentamento a pandemia Covid-19 na esfera municipal, estadual e federal? Acredita que os governos (Federal e Estadual) tomaram atitudes efetivamente positivas para a contenção dos impactos da pandemia (tanto na esfera da saúde, econômica e de educação)?
Apesar de toda gravidade da pandemia, o prefeito Felicio adotou a mesma política de Bolsonaro, com a negação e amenização dos riscos do coronavírus. Ambos descuidaram totalmente das prioridades da população, sem medidas sociais e de prevenção. Vale ressaltar que mesmo a cidade recebendo um aporte financeiro de mais de R$ 50 milhões, seu “jeito certo” de “gestão” foi incapaz de comprar sequer uma única cesta básica ou promover qualquer tipo de auxílio de emergência às pessoas e na proteção de empregos gerados pelos pequenos e médios comerciantes e empreendedores de nossa cidade.
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