Trio acusado de cometer crimes usando fardas da Polícia Civil é preso com carros e armas em São José
A polícia acredita que os três cometiam roubos em todo o estado e o próximo seria na região


Três homens foram presos na tarde desta quinta-feira (30) em São José dos Campos acusados de pertenceram a uma quadrilha que atua em todo o estado cometendo crimes com as fardas da Polícia Civil. O trio foi identificado após várias investigações que apontaram a cidade da RMVale como próximo alvo do ataque. Com os acusados foram apreendidos várias armas e carros.
De acordo com a Polícia Civil, o Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) foi o responsável pelas prisões após a apuração de vários crimes. A quadrilha é acusada de cometer roubos em grande escala por todo o estado de São Paulo. Os alvos do grupo eram diversificados, mas eles costumavam atuar com uma imitação das fardas da Polícia Civil e da Polícia Federal.
As investigações apontaram que o próximo alvo da quadrilha seria em São José dois Campos. Os policiais acompanharam os suspeitos e efetuaram a prisão de dois deles em um carro roubado, no Bosque dos Eucaliptos. A polícia continuou fazendo buscas por possíveis endereços ligados a quadrilha na cidade, onde encontraram outro suspeito, no Jardim Satélite, com vários materiais usados em crimes. O homem encontrado já era procurado por ter cometido um roubo contra um carro forte – veículo que transporta dinheiro.
Ao todo, foram quatro endereços visitados pelos policiais. Nos locais a polícia apreendeu cinco veículos, um deles de luxo, todos com registro de que haviam sido roubados. Na casa onde o terceiro suspeito foi encontrado, apontada como a base da quadrilha, a polícia encontrou seis armas, munições para vários calibres, munição de fuzil, máquina de contar cédulas, materiais para se disfarçar e algemas.
O trio foi preso e vai responder por organização criminosa, receptação e porte ilegal de arma de uso restrito. A polícia ainda vai apurar em quais roubos cada um dos três participou, o que pode levar com que eles fiquem presos por mais de 20 anos.
O Deic vai seguir investigando a quadrilha, pois acredita que existam mais participantes do grupo.
Posts Relacionados


Empresário condenado pela morte de motorista de aplicativo volta à Penitenciária de Potim

