Trupe de palhaços faz alegria de enfermos em hospitais de São José
Em São José dos Campos, o grupo de palhaços Compartilhando Riso é responsável por fazer a festa de enfermos em hospitais da cidade. Contando com 120 voluntários, o conjunto realiza visitas semanais a três hospitais: Clínicas Sul, São José e o Pró-infância.


Grupo sem fins lucrativos conta atualmente com mais de 100 voluntários
Divulgação
Em São José dos Campos, o grupo de palhaços Compartilhando Riso é responsável por fazer a festa de enfermos em hospitais da cidade. Contando com 120 voluntários, o conjunto realiza visitas semanais a três hospitais: Clínicas Sul, São José e o Pró-infância.
Em cada uma dessas visitas, uma dupla de palhaços permanece durante duas horas na unidade de saúde, onde passam de leito em leito para levar alegria aos pacientes hospitalizados. São duas visitas semanais em cada um dos hospitais.
O objetivo do grupo, que se formou em 2010, é proporcionar momentos de descontração para os pacientes durante um período de vulnerabilidade. Para que isso aconteça da melhor maneira possível, antes de entrar para a trupe os voluntários participam de um curso de formação com duração de seis meses.
As aulas acontecem aos domingos e, além da introdução às técnicas de teatro, o curso prepara os alunos também para lidar com as diferentes situações encontradas em um ambiente hospitalar. De acordo com a coordenadora do grupo, Poliana Rizzo, as diferenças entre as apresentações no palco e no hospital são grandes.
“A diferença já começa na maquiagem e vestimenta. Para visitar hospitais, o visual precisa ser mais contido do que normalmente é. Uma fantasia muito espalhafatosa pode assustar quem está acostumado com o ambiente clean do hospital”, explica.
Se a aparência precisa ser mais limpa do que o usual, nas apresentações os voluntários também devem se conter um pouco mais. O ambiente reduzido do quarto de hospital exige cuidados com os materiais como soro e outros medicamentos.
“Além do ambiente ser menor, precisamos considerar que nem sempre os pacientes podem participar de apresentações com brincadeiras muito bruscas. Por isso a formação dos voluntários é tão importante”, explica Poliana.
Emoção
Depois de quatro anos realizando apresentações em ambientes hospitalares, Poliana –também conhecida como palhaça Paçoca- já viveu muitas histórias emocionantes envolvendo as visitas aos enfermos. O trabalho é voluntário, mas ela afirma que o pagamento vem em forma do agradecimento que recebe das mais diferentes pessoas que visita.
“Houve o caso de uma senhora que, durante três meses de visita ela só conseguia participar das brincadeiras mexendo os olhos, pois não podia falar e nem movimentar parte do corpo. Depois de um mês de férias, quando voltamos para o hospital, essa mesma senhora me chamou e conseguiu dizer uma única palavra: ‘obrigado’. Aquilo foi muito marcante para mim”, lembra.
O grupo, que se chamava Plantão do Riso, mudou de nome recentemente. No início eram apenas sete voluntários e agora os planos para o futuro já podem ser mais ousados em relação ao alcance de pessoas.
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