TSE atende partido de Bolsonaro e proíbe manifestações políticas no Lollapalooza

Pablo Vittar e Marina fizeram duras críticas ao presidente durante seu shows no festival

Escrito por: Meon2 min de leitura
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou na manhã deste domingo (27) o pedido do PL (Partido Liberal), partido do presidente Jair Bolsonaro, sobre uma possível propaganda eleitoral irregular no festival de música Lollapalooza, realizado em São Paulo, feita pelas artistas Marina e Pablo Vittar em seus respectivos shows.

O evento está proibído de ter seus artistas fazendo manifestações políticas semelhantes ao que aconteceu com as duas cantoras. A multa, em novos casos de “manifestações políticas eleitorais”, é de R$ 50 mil. As campanhas começam oficialmente no dia 15 de agosto, e até lá, qualquer ação do tipo em razão de algum candidato é proibida.

Na decisão, o ministro Raul Araújo, relator do processo, declarou que todos possuem, conforme previsto na Constituição Federal, livre manifestação de pensamento. No entanto, nos casos mencionados, “é feita clara propaganda eleitoral em benefício de um possível candidato à presidência da República.

Até o momento, a direção do evento não se manifestou em relação à decisão tomada pelo tribunal.

Entenda

As cantoras Marina an the Diamonds e Pablo Vittar, em seus respectivos shows na sexta-feira (25), subiram o tom contra Jair Bolsonaro. Ambas levaram a plateia do Lollapalooz à loucura com críticas ao atual presidente.

“F… Putin, F… Bolsonaro. Estamos cansados dessa energia. Vocês são a nova geração e as coisas vão mudar. Eu tenho orgulho de vocês serem meus fãs”, destacou Marina.

Já Pablo, ao fim de seus show, além de entoar um “Fora Bolsonaro”, acabou pegando uma toalha com a foto do ex-presidente Lula (PT) e levantando ao lado do público.

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