UBS abandonada traz insegurança para moradores de Cruzeiro

A UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Lagoa Dourada II, que serviria para atender centenas de famílias, se transformou em ponto de encontro para usários de drogas. Isso porque a obra do posto de saúde, paralisada há mais de um ano e meio, não tem muros ou qualquer outro tipo de proteção.

Escrito por: Allan Torquato2 min de leitura
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2014 - Vizinhos da obra da UBS Lagoa Dourada II, em Cruzeiro, paralisada há mais de um ano e meio são intimidados por usuários de drogas; construção não deve ser retomada até 2015 devido à crise (Allan Torquato/Jornal Atos)

Vizinhos da obra paralisada são intimidados por usuários de drogas

Allan Torquato/Jornal Atos

A UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Lagoa Dourada II, que serviria para atender centenas de famílias, se transformou em ponto de encontro para usários de drogas. Isso porque a obra do posto de saúde, paralisada há mais de um ano e meio, não tem muros ou qualquer outro tipo de proteção. 

Quem vive no entorno do local tem medo de passar próximo da construção no período da noite, pois é incomodado pelos usuários. As paredes estão pichadas e o lixo, acompanhado do mal cheiro, se concentra dentro e fora do prédio.

Segundo moradores da região, além da UBS a promessa era de que uma academia ao ar livre e um parquinho fossem instalados no local, mas o que se vê são seringas, latas queimadas e preservativos, indícios de que atos ilícitos acontecem ali.

A dona de casa, Suellen Ferreira, 31 anos, contou que usuários de drogas já até foram em sua casa no meio da noite pedir fósforos. “É um perigo sair durante a noite. Você não sabe o que eles podem fazer”, queixa-se.

Suellen ainda disse que o fato da obra não ter nenhuma proteção, se tornou um perigo para as crianças. “Uma vez meu filho ‘rasgou’ o rosto em um vergalhão solto. Ele pode entrar lá e se machucar com uma seringa contaminada”.

A cabeleireira Nadir Souza, de 57 anos, reclamou que a Prefeitura de Cruzeiro não dá nenhuma satisfação concreta sobre o término da obra e cobra soluções para o problema. “Sempre que alguém da prefeitura vem aqui, reclamamos mas eles enrolam, só prometeram um monte de coisa”. A cabeleireira completa dizendo que os próprios moradores recolhem o lixo no entorno por medo da proliferção de mosquitos da dengue.

Outro lado
A reportagem pediu esclarecimentos para a prefeitura, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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