Um dia diferente na vida das crianças do Gacc, em São José dos Campos
Alunos do Poliedro se voluntariam para fazer uma festa de Dia das Crianças


Pedro Henrique Menino, paciente do Gacc, durante evento no Colégio Poliedro
Fotos: Adriano Pereira
“Hoje ele não chorou para tirar sangue”. A dona de casa Jaqueline Menino de Jesus, 43 anos, conhece bem a rotina do Gacc (Grupo de Assistência a Criança com Câncer). Há 12 anos, seu primeiro filho se curou depois de um tratamento no hospital da instituição, hoje ele completou a maioridade sadio e feliz. Mesmo assim, a rotina dela não mudou muito, o mais novo, Pedro Henrique, de 9 anos, passa atualmente por tratamento contra o câncer.
Entre exames, sessões de quimioterapia e dezenas de cuidados, os pacientes do Gacc puderam ter um dia completamente diferente e alegre nesta tarde de sexta-feira (9). Graças a iniciativa do colégio Poliedro, eles visitaram a escola e foram recebidos por alunos voluntários para participarem de gincanas e brincadeiras.
Parece pouco, mas não é. “Para os pacientes e pais esse dia é muito importante. Sentir o carinho das pessoas, fugir da rotina do hospital e interagir com o mundo fora dos consultórios. Para os alunos do colégio, é uma forma de exercer a solidariedade e fazer a diferença na vida de outra pessoa”, diz Ivone Fernandes, coordenadora pedagógica do Gacc.
Por meio de sorteio, os alunos do Poliedro foram escolhidos para não só receber os pacientes do Gacc, mas também organizar toda a festa. Então, ele criaram atividades lúdicas, brincadeiras, pensaram no cardápio de guloseimas, criaram o roteiro do evento e se divertiram junto com todos.
“Acho interessante os alunos terem contato com essas crianças especiais, é ótimo poder ajudar um pouco e ter a possibilidade de entender como é a vida de crianças que têm câncer. Ajuda a diminuir o preconceito”, diz Sofia Fernandes, 12 anos, aluna do 7º ano. É fácil ver no sorriso dela, depois do abraço que ela ganhou do menino com quem brincava, que a recompensa é muito maior (veja galeria de fotos)










Essa parceria já existe há cinco anos, segundo a diretora do Poliedro, Maria do Carmo Camargo. Segundo ela, a participação dos alunos faz com que eles sejam agentes multiplicadores de uma experiência como voluntários. “Eles nunca mais se esquecem desse dia”, acrescentou.
Em tempo, o Pedro Henrique aproveitou para pintar seu rosto como um tigre. Com um sorriso no rosto, ele também garante que não vai esquecer desse dia, e com a força de um felino da savana, prometeu não chorar nunca mais para tirar sangue.
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