Uma das quatro estações ferroviárias deve sair do abandono em São José

Uma paisagem comum em São José dos Campos são as estações ferroviárias abandonadas. Em quatro locais as construções estão precárias, com estruturas frágeis e aspectos originais deteriorados. São a estação de Eugênio de Melo, do Limoeiro, a Martins Guimarães Limoeiro e a Central (da avenida Sebastião Gualberto).

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
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Uma paisagem comum em São José dos Campos são as estações ferroviárias abandonadas. Em quatro locais da cidade as construções estão em estado precário, com estruturas frágeis e aspectos originais deteriorados. São as estações de Eugênio de Melo, do Limoeiro, de Martins Guimarães Limoeiro e a Central, da avenida Sebastião Gualberto.

A mais próxima do restauro é a Central, que deve começar a reconstrução neste ano. Sua administração fica com a empresa MRS Logística, que toma conta da malha ferroviária da antiga Rede Ferroviária Federal e, de forma pontual, de algumas estações.

Em nota, a MRS disse que “a estação passará por um projeto de restauração que já foi aprovado pelo órgão de Proteção Patrimonial do Município [Comphac (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural do Município de São José dos Campos)]. A concessionária está contratando uma empreiteira para as obras. O local será transformado em uma estação para os maquinistas pernoitarem, entre uma viagem e outra”. A empresa não revelou valores ou prazos.

De acordo com Alcemir Palma presidente da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo), o início do restauro está atrasado. “Essa obra já era para ter começado, deve começar esse ano”, conta o diretor.

As outras três estações, todas da região leste de São José, foram assumidas pela FCCR em setembro de 2013 e têm situações mais complicadas. De acordo com Alcemir, não há previsão de começo das obras. A fundação espera o início de processo de liberação de verba do MinC para os restauros – o valor é estimado em até R$ 2 milhões. Para Alcemir, as conversas só devem avançar no ano que vem.

“O que fizemos foi o projeto executivo das três obras, mas precisamos dessa sinalização do Minc”, diz Alcemir. “Agora, começamos os projetos das estações nessa gestão da fundação, não houve essa preocupação com a gestão antiga”. Os projetos preveem planejamento arquitetônico e paisagístico na parte interna e externa.

Via de regra, o Governo Federal planeja o uso dos prédios, quando restaurados, para atividades culturais e associadas à educação. O exemplo da região é do Pátio dos Trilhos de Jacareí, uma antiga Estação Ferroviária de Jacareí que se tornou, em 2000, sede da Fundação Cultural de Jacarehy, da Sala Mário Lago (um cine-teatro) e do Núcleo de Arqueologia.

Histórico
Tombados pelo Governo Federal, as construções das estações joseenses são datados do fim do século 19 e foram essenciais para o comércio do café e para a chamada fase sanatorial da cidade.

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