Unesp de Guaratinguetá tem tolerância zero para trotes

Ato contra calouros dentro do campus pode punir com expulsão

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Os trotes universitários ganham destaque em todo o início de ano, não só pelas brincadeiras inofensivas, mas na grande maioria das vezes pelos atos de crueldade em que os novos alunos são submetidos. Para inibir ações violentas, a Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Guaratinguetá, adotou medidas educativas para conscientizar veteranos e calouros sobre o período.

A Faculdade de Engenharia adotou a tolerância zero contra trotes no campus, para erradicar os atos que ameaçam a integridade dos calouros. “Todos os anos nós tomamos providências para evitar esse problema. Neste ano estamos divulgando um documento aos ingressantes, com o telefone da ouvidoria, para que eles possam relatar qualquer tipo de denúncia, que serão apuradas na universidade. Além disso, os coordenadores de cursos estão fazendo um trabalho informativo junto aos calouros.” explicou o diretor da unidade, Marcelo dos Santos Pereira.

A Unesp proibiu o trote em toda a instituição por meio de uma resolução de 1999. Leis estaduais e federais posteriores também tornaram o trote ilegal e obrigam as universidades a punir os alunos infratores. “Dentro da universidade é condenada qualquer prática que ataque os alunos, nem mesmo o corte de cabelo, que é considerado tradicional, pode acontecer. Como pena, o aluno pode até mesmo ser expulso da unidade.”

O Trote Solidário é incentivado com ações recreativas e comunitárias, como a doação de sangue, de alimentos e plantação de mudas.
O diretor da universidade enfatizou que desde que o trote se tornou ilegal, nenhum caso foi registrado na unidade. As aulas na Unesp de Guará começam no dia 23 de março.

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