Vacinação contra a gripe segue até o dia 15 em SP

Crianças com até 11 anos lideram as hospitalizações

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Os residentes do estado de São Paulo têm a oportunidade de receber a vacina contra a gripe gratuitamente até o dia 15 de setembro, nos postos de saúde.

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A vacina, fornecida pelo Instituto Butantan, está disponível para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade e oferece proteção contra casos graves e fatais da doença.

A campanha de vacinação foi recentemente estendida até o dia 31 de agosto, com o objetivo de aumentar a taxa de cobertura vacinal, que atualmente se encontra em 57% em todo o país, ainda abaixo da meta de 90%. No estado de São Paulo, a taxa é de 49,5%.

Essa situação epidemiológica é evidenciada pelos dados mais recentes do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Em 2023, até o momento, já houve 9.457 hospitalizações relacionadas à gripe no Brasil, com 828 óbitos.

Em 2021, quando 89% da população se vacinou contra a gripe, esses números foram significativamente mais baixos, com 1.389 hospitalizações e 162 óbitos.

Crianças com até 11 anos lideram as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela influenza, totalizando 4.705 casos. Porém, a maioria dos óbitos ocorreu em idosos (434 casos).

A vacina contra a gripe é a única forma de prevenção disponível para a população e é comprovadamente segura, tendo sido validada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incluída na lista de imunizantes pré-qualificados em 2021.

Uma vez que os vírus influenza sofrem constantes mutações, as cepas da vacina são atualizadas anualmente. Por isso, é fundamental receber a vacina anualmente para garantir a proteção tanto individual quanto coletiva.

A composição da vacina deste ano inclui duas cepas do tipo A, H1N1 e H3N2 (do subtipo Darwin, que causou surtos no final de 2021 e predominou em 2022), e uma cepa do tipo B (linhagem Victoria). Este imunizante é produzido com vírus fragmentados e inativados, o que significa que é incapaz de causar a doença.

Assim como outras vacinas, pode apresentar efeitos colaterais, mas esses são geralmente leves e temporários, conforme demonstrado por um estudo clínico realizado no estado de São Paulo em 2019. O estudo constatou que as reações mais comuns incluem dor e sensibilidade no local da aplicação.

Para a campanha atual, o Butantan produziu 80 milhões de doses para a vacinação da população brasileira, representando a totalidade das doses disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

É importante observar que a vacina é contraindicada para crianças com menos de 6 meses de idade e para pessoas que já tiveram reações alérgicas graves (anafilaxia) após a administração da vacina.

Indivíduos com histórico de alergia ao ovo devem receber a vacina sob supervisão médica em um ambiente preparado para tratar possíveis reações alérgicas.

Aqueles que estão com febre devido a outra doença ou que têm COVID-19, devem aguardar a recuperação antes de serem vacinados.

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