Vale do Paraíba gera 1,4 mil empregos em março de 2026
Setor de serviços impulsiona contratações na região

O mercado de trabalho no Vale do Paraíba segue em ritmo de expansão em 2026. Dados do primeiro trimestre apontam que a região manteve um saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada, com destaque para o mês de março, que registrou a criação de 1.491 novas vagas. Ao todo, foram 29.494 admissões contra 28.003 desligamentos no período. Com esse resultado, o acumulado dos três primeiros meses do ano já soma 2.919 postos de trabalho gerados.
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A movimentação econômica abrange os 39 municípios da região, incluindo polos como São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. O desempenho de março foi puxado majoritariamente pelo setor de serviços, que respondeu por 53% das contratações. O comércio (26%) e a indústria (10%) também apresentaram números sólidos, seguidos por participações relevantes da construção civil e da agropecuária. Segundo especialistas da área de Recursos Humanos, o perfil das vagas foca em profissionais com ensino médio completo e jovens entre 18 e 24 anos.
Cenário nacional e o papel do trabalho temporário
O avanço regional reflete o bom momento do emprego no Brasil, que ultrapassou a marca de 613 mil novas vagas formais no primeiro trimestre de 2026. Somente em março, o país gerou cerca de 228 mil postos. Enquanto serviços e indústria lideram as altas, o comércio nacional apresentou uma retração sazonal típica para o período pós-festas, embora o Vale do Paraíba tenha conseguido manter o setor em terreno positivo.
Neste contexto, o trabalho temporário tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para as empresas da RMVale. Em março, o estado de São Paulo registrou mais de 70 mil admissões nesta modalidade. A flexibilidade permitida pela Lei 6.019/1974 tem sido fundamental para setores com demandas oscilantes, garantindo ao trabalhador todos os direitos previdenciários, FGTS, 13º salário e férias proporcionais, além da possibilidade de efetivação a qualquer momento durante o contrato, que pode durar até 270 dias.
A expectativa para o restante do ano é de continuidade no fluxo de admissões, impulsionada pela robustez industrial e pelo fortalecimento do comércio em cidades como São José dos Campos, mantendo a região como um dos principais motores econômicos do interior paulista.
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