Vereador mais jovem da RMVale diz: “houve menosprezo por eu ser novo”
Vitor Lopes de Almeida (PMDB), é o vereador mais jovem da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Nascido em junho de 1994, “Vitor da Plast”, como é conhecido, foi eleito nas eleições de 2012 com 97 votos e assumiu uma cadeira no Legislativo aos 18 anos de idade.


Vitor da Plast (PMDB)
Divulgação/Arquivo Pessoal
Há aproximadamente um ano e cinco meses, Vitor Lopes de Almeida (PMDB), ingressava na carreira política. Em seu primeiro mandato como vereador, Vitor da Plast, como é conhecido, ainda não apresentou nenhum projeto de lei de sua autoria. “Aqui temos o costume de criar projetos de lei em conjunto”, explica.
Mas tempo para apresentar projetos não vai faltar a Vitor. Nascido em 04 junho de 1994, ele foi o mais jovem vereador eleito no pleito de 2012 na RMVale. Com 97 votos assumiu uma cadeira no Legislativo de Canas, aos 18 anos de idade.
Filho do ex-político, Chico da Plast, que foi vereador e vice-prefeito na cidade, Vitor afirma que o pai influenciou em sua candidatura. “Sempre fui envolvido no meio político por causa do meu pai, me identifiquei com o meio e quando surgiu a oportunidade de sair candidato aceitei. Se não fosse a ajuda dele na campanha não sei se teria sido eleito”, afirma.
No início da sua primeira legislatura, o jovem parlamentar sofreu com a discriminação, tanto dos outros vereadores quanto da população. “No começo houve um certo menosprezo por eu ser muito jovem. Com o tempo, as pessoas perceberam que não estou aqui (Câmara) para brincadeira e hoje me olham de forma igual aos outros vereadores”, conta. Atualmente, o vereador divide a legislatura com a faculdade de Direito.
Nas eleições de 2012, outros dois jovens foram eleitos na RMVale aos 18 anos -Jefferson Vilela dos Santos Vieira (PP), de Roseira, nascido em 15/10/1993, além de Breno Anaya (PSC), de Cachoeira Paulista, nascido em 12/02/1994. Para o cientista político, Maurício Cardoso, esse número ainda é pequeno.
“É preciso atualizar as estruturas dos partidos, que ainda são muito arcaicas e não possibilitam a entrada de jovens. Acabam entrando (na política) apenas àqueles que já tinham uma ligação com política. A juventude está longe dessa estrutura, não tem espaço”, analisa Maurício.
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