Vereador pede à Justiça que afaste Ortiz Júnior antes do fim do processo
TSE decide se acata ou não recurso do prefeito na próxima semana


TSE decide na próxima semana se acata ou não recurso de Ortiz Júnior (PSDB)
Renan Simão/Meon
O vereador Salvador Soares (PT) quer que a Justiça casse imediatamente o cargo do prefeito de Taubaté, Ortiz Júnior (PSDB) e dê posse ao atual presidente da Câmara, Rodrigo Luiz Silva, o Digão (PSDB), além de convocar novas eleições na cidade.
A assessoria jurídica do vereador protocolou nesta quarta-feira (7), o requerimento pedindo a cassação na 141ª zona eleitoral de Taubaté, assumida recentemente pelo juiz Paulo Roberto da Silva, que é quem deverá executar a decisão do TRE de afastar ou não Júnior e seu vice, Edson Oliveira (PTB).
“Estou cumprindo com o meu papel de vereador, pois a cidade não pode se arrastar neste marasmo político. É preciso que a Justiça dê posse ao vereador Digão como prefeito de Taubaté e depois marque novas eleições.”, diz Salvador.
O requerimento foi baseado segundo o vereador, no artigo 15 da Lei Complementar nº 64 de 1990 que diz: “publicada a decisão proferida por órgão colegiado que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á declarado nulo o diploma, se já expedido”.
Procurada diversas vezes pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, a defesa de Ortiz Júnior não atendeu ou retornou as ligações e portanto, não se manifestou sobre o caso.
Recursos
Na tarde desta quinta-feira (8), o processo contra Júnior e seu vice estava tramitando dentro do TRE. De acordo com o tribunal, até o início da próxima semana, o presidente da casa, o desembargador Antônio Carlos Mathias Coltro, deve encaminhar o caso para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Após ter dois recursos negados, em duas instâncias da Justiça Eleitoral, a defesa do prefeito de Taubaté apresentou um agravo junto ao TRE. Com isso, o caso vai à última instância, o TSE, onde o presidente, o ministro José Antonio Dias Toffoli, pode ou não acatar o agravo.
Caso o TSE aceite, Ortiz Júnior e Edson Oliveira serão julgados pelos ministros da casa e para esta decisão não caberá recursos. Se Toffoli, no entanto, não aceitar o agravo e concordar com a decisão do TRE, o prefeito e o vice perdem imediatamente os cargos.
Entenda o caso
Ortiz Júnior é acusado de suposto desvio de verba da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) no período em que presidiu a entidade, entre os anos de 2011 e 2013, para o custeio da campanha. De acordo com a denúncia do Ministério Público, quando presidia a FDE, o atual prefeito teria fraudado licitações da entidade em troca de 5% do valor de cada contrato. Um dos acordos teria gerado propina de R$ 1,74 milhão.
Em agosto de 2013, a Justiça entendeu que um cheque no valor de R$ 34 mil, entregue pelo representante de uma das empresas participantes do suposto cartel para um responsável pela campanha de Ortiz, comprovaria o esquema.
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