Vereador volta atrás após sugerir CEI para investigar CAB em Guará

Depois de sugerir a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a CAB (Companhia de Águas do Brasil), empresa terceirizada responsável pelo tratamento de esgoto em Guaratinguetá, durante a sessão do último dia 13, o presidente da Câmara Marcelo Meirelles (PSDB) recuou da proposta.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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2014 - Marcelo Meirelles (PSDB), presidente da Câmara de Guaratinguetá (Arquivo/Jornal Atos)

Marcelo Meirelles (PSDB), presidente da Câmara de Guará

Arquivo/Jornal Atos

Depois de sugerir a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar a CAB (Companhia de Águas do Brasil), empresa terceirizada responsável pelo tratamento de esgoto em Guaratinguetá, durante a sessão do último dia 13, o presidente da Câmara Marcelo Meirelles (PSDB) recuou da proposta.

O parlamentar fez a explanação após o vereador Marcus Soliva (PSL), sugerir a abertura de uma CEI para apurar as obras de pavimentação do bairro Jardim Esperança. Além do presidente da Câmara, Padre Reginaldo (PR) e João Pita (PSB) apoiaram a proposta.

“A empresa está em Guaratinguetá desde 2008, arrecadando 80% do valor da água e não tratou nada de esgoto até o momento. A Câmara deve ir a fundo e fiscalizar essa situação, pois desde que a CAB assumiu os trabalhos na cidade o percentual de esgoto tratado continua o mesmo”, comentou Meirelles durante a sessão.

Mas, agora, o presidente da casa mudou o discurso e afirmou que a Câmara vai proceder de forma semelhante ao que foi feito para analisar as obras do bairro Santa Luzia e Jardim Esperança, ouvindo os lados envolvidos e, somente se houver alguma indicação de contrato irregular, a CEI vai ser aberta.

“No calor da discussão ventilei a possível abertura de uma CEI, mas primeiro vamos ouvir todos os lados para analisar a situação. Nós ouvimos a diretora da CAB, vamos ouvir a Arsaeg (Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços de Água, Esgotos e Resíduos de Guaratinguetá) e a Saeg (Serviço de Água e Esgoto de Guaratinguetá). Queremos saber por que o esgoto ainda não foi tratado”, justifica Meirelles.

Após convocação da Câmara, a diretora geral da CAB Sueli Oliveira esteve na casa e se reuniu, a portas fechadas, com os vereadores. A diretora não deu entrevista à imprensa no término da reunião, mas o vereador Marcus Soliva contou o que foi abordado no encontro.

Segundo Soliva, Sueli informou que desde 2008 a empresa investe no tratamento de esgoto da cidade, porém a gestão passada não cumpriu com o compromisso de terminar a fase 1 da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Pedregulho. Com isso, a CAB executou a fase 2 da estação, mas não foi o suficiente para aumentar o volume de esgoto tratado.

“Segundo nos foi relatado, a CAB investiu R$ 30 milhões desde 2008 na infraestrutura do tratamento do esgoto e está refazendo um aditivo em uma renegociação com a Saeg nesta gestão, que fez algumas exigências e inclusive pediu a diminuição do prazo para 100% do esgoto para 2020, e não mais 2024 que era o prazo limite”, conta.

A CAB vai executar a fase 1 da ETE e a Saeg deve arcar com a negociação. O aditamento do contrato foi assinado e encaminhado para a Saeg e tem que ter a aceitação da prefeitura e da Arsaeg.

O vereador explica também que a fase final da ETE do Pedregulho deve ser entregue em quatro ou cinco meses. A obra vai elevar a capacidade de tratamento de esgoto em 50%.

“Já está em negociação pela Saeg também a desapropriação de uma área no Jardim do Vale para a construção de uma nova ETE em 2016, para elevar ainda mais o tratamento de esgoto. Em resumo, foi falado que a CAB está investindo para aumentar a porcentagem deste serviço. A empresa também deverá passar o cronograma das obras a serem realizadas até 2020 em conjunto com a Saeg para chegarmos aos 100% de esgoto tratado em Guaratinguetá”, finaliza Soliva.

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