Vereadores da RMVale são contrários à transposição do Paraíba

Vereadores de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté se reuniram nesta segunda-feira (24) com o assessor da Presidência da República, José Claudenor Vermohlen, para entregar requerimentos contra o projeto de integração do sistema Cantareira e a represa do Jaguari, no Rio Paraíba do Sul.

Escrito por: Beatriz Scotti3 min de leitura
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Vereadores de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté se reuniram nesta segunda-feira (24) com o assessor da Presidência da República, José Claudenor Vermohlen, para entregar requerimentos contra o projeto de integração do sistema Cantareira e a represa do Jaguari, no Rio Paraíba do Sul.

O encontro aconteceu na Câmara de São José dos Campos e atencede a visita de Dilma Rousseff à região nesta terça-feira (25). Participaram da reunião os vereadores Renata Paiva (DEM-São José dos Campos), Rose Gaspar (PT-Jacareí) e Salvador Soares (PT-Taubaté). Vermohlen está na cidade, acompanhado de uma equipe de assessores que organiza a agenda da presidente.

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Rio Paraíba do Sul

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Integração
Geraldo Alckmin anunciou na quarta-feira (19) um projeto de captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba, para abastecer o Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água na Grande São Paulo. As obras devem custar cerca de R$ 500 milhões. Segundo Alckmin, a interligação entre a represa de Jaguari e o reservatório Atibainha só acontecerá se o nível do Sistema Cantareira estiver abaixo de 35% da capacidade.

Nos últimos dez anos isso só ocorreu em duas ocasiões: uma delas corresponde ao momento atual. Na última quarta-feira (19), o Cantareira atingiu o volume de 14,7% de sua capacidade. A proposta é retirar água de um dos braços da represa do Jaguari, na cidade de Igaratá, por meio de uma estação elevatória e levá-la ao reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista, por um canal com 15 km de extensão.

Alckmin disse que a medida não causará impacto nem na produção de energia elétrica, nem no fornecimento de água para as cerca de 15 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Rio Paraíba do Sul, nos Estados São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto de transposição enfrenta resistência de técnicos e prefeitos da região do Vale do Paraíba e de municípios fluminenses.

“Nós não estamos tirando água do Paraíba. É uma medida que não é novidade, para se ter mais segurança, todos ganham, é uma sinergia. A medida é tecnicamente correta, recomendável, evitando grandes enchentes e grandes secas, o estresse hídrico. É preciso ter um aproveitamento melhor das águas. Isso vai trazer um ganho, você vai ter dois reservatórios gigantescos para poder armazenar mais água e ter mais segurança hídrica. Tem que garantir ao Rio de Janeiro todas as vazões mínimas, mas tanto São Paulo quanto Rio serão beneficiados”, disse Alckmin.

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