Vereadores de Jacareí rejeitam contas de ex-prefeito Hamilton Ribeiro (PT)

Foram 11 votos a favor e dois contrários; ex-prefeito já esperava o resultado

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Relatório de inspeção apontou 18 falhas nas contas apresentadas pela gestão municipal

Arquivo/Reprodução/Câmara de Jacareí

Os vereadores de Jacareí aprovaram por 11 votos favoráveis e dois contrários o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que rejeita as contas da Prefeitura na gestão do ex-prefeito Hamilton Ribeiro (PT). O relatório do TCE é referente às contas anuais ao exercício de 2014.

A votação no plenário da Câmara Municipal ocorreu na quarta-feira (1º) última, sendo que foi apresentado um relatório de inspeção que apontou 18 falhas nas contas apresentadas pela gestão municipal.

O destaque foi o item Ensino, onde consta que não há comprovação do uso de R$ 674 mil -o montante deveria ter sido aplicado na área em questão-, conforme relatório do TCE.

De acordo com o vereador líder do PSDB na Câmara, Rodrigo Salomon, além deste valor a adminstração teria gastado cerca de R$ 1 milhão na contratação de uma empresa para fazer cobrança de dívida ativa, quando o próprio município teria mão de obra para realizar o serviço.

Na opinião do parlamentar, esses gastos apontam como havia irregularidades na gestão do ex-prefeito petista.

“Eu tenho a plena convicção de que a lei não está acima de ninguém. O TCE é um órgão técnico e capacitado para fazer essa análise. Por isso devemos acatar sim a este posicionamento, que indica os desvios ocorridos. Fico preocupado quando vejo vereadores contrários a esta posição”, enfatizou.

Por telefone, o ex-prefeito de Jacareí Hamilton Ribeiro informou que vai recorrer da decisão. O ex-prefeito contestou ainda a o ocorrido, mas afirmou que já esperava pelo resultado.

“Este posicionamento já era esperado. O julgamento foi político e, do ponto de vista técnico, achamos que foi um rigor muito extremo do Tribunal de Contas. Há divergência nos pareceres, quando de um lado se tem a aprovação e do outro [câmara municipal] a rejeição”, argumentou.

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